Ararat-Armenia sagra-se campeão da Liga de futebol da Arménia
O treinador português Manuel Tulipa, que este sábado garantiu o título de campeão da Liga de futebol da Arménia, sublinhou que a conquista nasceu da qualidade do grupo que lidera e confessou estar muito feliz.
"É uma sensanção muito boa, é uma sensação de dever cumprido. Quando nos convidaram para vir para aqui foi para encurtar as distâncias para aquilo que o Noah tinha feito na época anterior, e nós conseguimos fazer isso muitíssimo bem a nível do campeonato", afirmou à Lusa o técnico, de 53 anos.
O Ararat-Armenia, orientado desde o arranque da temporada por Manuel Tulipa, confirmou hoje o campeonato após o empate 0-0 do Noah, segundo classificado, num encontro em atraso. A uma jornada do fim, a equipa técnica lusa soma quatro pontos de avanço sobre o campeão da edição anterior.
"Hoje, ganhámos um campeonato merecidamente. Com muita qualidade. Os nossos jogadores conseguiram adaptar-se muito bem às nossas ideias. E, portanto, foi muito merecido aquilo que aconteceu hoje", frisou o treinador português.
Primeira experiência no estrangeiro e primeiro título de Manuel Tulipa
Nesta que é a sua estreia fora de Portugal, Tulipa alcançou também o primeiro troféu da carreira como treinador, depois de ter estado numa final da Taça de Portugal pelo Desportivo de Chaves, em 2009/10, então perdida para o F. C. Porto (2-1).
"É a minha primeira experiência no estrangeiro e é o meu primeiro título. Gostei muito da forma como o clube me recebeu, como as pessoas me trataram e, acima de tudo, a conexão que tivemos com os jogadores e com as nossas ideias. Portanto, fico muito feliz, não só por mim, por conquistar este título, mas também pelo trabalho dos jogadores e a consistência da equipa durante uma época", vincou.
Este é o terceiro campeonato do Ararat-Armenia, depois das conquistas em 2018/19 e 2019/20. No plantel, além do técnico natural de Avintes, Vila Nova de Gaia - que trabalha com vários adjuntos portugueses -, estão ainda três jogadores lusos, Bruno Pinto, João Queirós e Hugo Oliveira, bem como o luso-guineense Zidane Banjaqui.
Planos para o futuro e o desafio dos play-offs da Liga dos Campeões
Questionado sobre o que pretende fazer a seguir, Manuel Tulipa adiantou que o objetivo passa por "continuar no estrangeiro", justificando que fora de Portugal "se valoriza muito mais" as qualidades dos treinadores portugueses.
"E nós, portugueses, temos uma facilidade de adaptação muito rápida à cultura dos países e à cultura dos clubes. Eu senti-me muito bem recebido aqui. Estamos a falar, possivelmente, de continuar no país. Também têm surgido outras oportunidades, noutros espaços no estrangeiro, mas, em princípio, irei continuar aqui", explicou.
Com o título de campeão da Arménia já assegurado, o Ararat-Armenia vai agora entrar nos play-offs de acesso à Liga dos Campeões, um objetivo que deixa o técnico particularmente motivado.
"Vamos jogar os play-offs da 'Champions', que é uma coisa que também me motiva. Quero ajudar o clube crescer e estar mais tempo nas competições europeias. Por isso, nós temos as coisas muito bem encaminhadas para poder continuar", sublinhou.
Percurso em Portugal e elogios ao Torreense
Antes da passagem pela Arménia, Tulipa orientou vários clubes portugueses, entre os quais Vizela, Marítimo e Desportivo de Chaves, sendo o Torreense o seu último trabalho no futebol nacional.
Sobre o Torreense - que no domingo disputa a final da Taça de Portugal frente ao Sporting e, em simultâneo, luta pela subida à I Liga, no play-off com o Casa Pia -, o treinador deixou elogios ao caminho traçado pelo antigo clube.
"O Torreense tem um projeto muito bom, são muito competentes, toda a estrutura e os jogadores, e têm crescido muito nos últimos anos. Eu entrei no Torreense já a meio da época e é muito mais difícil conseguir que os jogadores se adaptem às ideias do novo treinador. Não tivemos muito tempo, mas acho que o clube está numa boa posição. Sabe o que quer", rematou.
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