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STJ reduz de 25 para 17 anos pena por mais de 880 crimes de abuso sexual sobre filho menor nos Açores

Martelo de juiz sobre mesa com pilhas de documentos, tribunal e teddy sentado numa cadeira ao fundo.

Pena reduzida pelo Supremo Tribunal de Justiça

O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) baixou de 25 para 17 anos de prisão a pena aplicada a um homem condenado por mais de 880 crimes de abuso sexual sobre o filho, menor, nos Açores.

O coletivo de juízes José Vaz Carreto, Antero Luís e Maria da Graça Silva entendeu que o limite máximo de 25 anos de prisão - fixado pelo Tribunal de Ponta Delgada e posteriormente confirmado pelo Tribunal da Relação de Lisboa - era "excessivo".

Além da pena de prisão, o arguido, que trabalhava numa unidade hoteleira de Ponta Delgada, foi condenado ao pagamento de uma indemnização de 25 mil euros à vítima.

Antecedentes do arguido

Em 2012, o mesmo arguido já tinha sido condenado a quatro anos e oito meses de prisão - pena que cumpriu na Carregueira - por um crime de abuso sexual cometido sobre a mesma vítima.

Abusos entre 2019 e 2022 e denúncia do caso

No âmbito do presente processo, ficou provado que os abusos, incluindo coito oral e anal, ocorreram entre 2019, quando o filho tinha sete anos, e 2022. A dada altura, o arguido passou a praticar os abusos cinco vezes por semana.

Depois de o filho ameaçar contar tudo à mãe, o pai interrompeu os abusos. Contudo, no final de 2024, voltou a reincidir, tendo a criança feito a denúncia à sua diretora de turma, que comunicou a situação à PJ.

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