Streeting sai da disputa e junta-se a Andy Burnham
Wes Streeting, antigo ministro da Saúde britânico, retirou-se esta segunda-feira da corrida à liderança do Partido Trabalhista e anunciou que vai apoiar Andy Burnham, que se apresentará como candidato à sucessão do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer.
Numa carta publicada na rede social X, Streeting destacou o triunfo de Burnham na eleição parlamentar parcial da semana passada em Makerfield, sublinhando que conseguiu derrotar a direita populista.
"O Andy demonstrou o que o Partido Trabalhista pode ser quando somos inclusivos, unidos e estamos em sintonia com a vida das pessoas que este partido foi fundado para representar".
Depois de ter "conversado longamente com o Andy nos últimos dias", Streeting afirmou estar convencido de que muitas das ideias que tem defendido nas últimas semanas - desde a demissão, em conflito com Starmer - poderão vir a ser concretizadas por Burnham.
Propostas que Streeting quer ver avançar
Entre as linhas políticas que enumerou estão um "capitalismo progressivo focado tanto na criação de riqueza como de distribuição de riqueza", uma "Quarta Revolução Industrial", a modernização dos serviços públicos, a segurança energética e uma "Nova Relação Especial com a Europa".
"Podemos passar o verão a exagerar pequenas diferenças, ou podemos arregaçar as mangas e ajudá-lo a concretizar a mudança de que o nosso partido e o nosso país precisam. É essa a escolha que estou a fazer e espero que todos os outros também apoiem o Andy", frisou.
Processo de sucessão no Partido Trabalhista após Keir Starmer
Keir Starmer indicou esta manhã que já comunicou ao Rei Carlos III a intenção de renunciar à liderança do Partido Trabalhista, dando início ao processo de sucessão.
Até ao momento, Streeting era o único candidato oficialmente declarado para enfrentar Andy Burnham, que hoje confirmou a intenção de concorrer à liderança do Partido Trabalhista.
Para entrarem na eleição interna, os candidatos terão de reunir o apoio de 81 deputados e formalizar o interesse até 16 de julho.
Starmer afirmou que se manterá em funções até ser encontrado um sucessor, o que poderá acontecer em meados de julho caso Burnham não tenha adversários, ou em setembro, após uma eleição interna.
De acordo com a tradição do sistema parlamentar britânico, o vencedor passará também a chefiar o Governo, por ser o líder do partido com maioria na Câmara dos Comuns.
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