Keir Starmer anunciou esta manhã que tenciona deixar a liderança do Partido Trabalhista, decisão que, segundo indicou, já comunicou ao Rei Carlos III, dando assim início ao processo de sucessão.
Reacção do Partido Reformista e de Nigel Farage às eleições legislativas
Na sequência desse anúncio, o líder do Partido Reformista, Nigel Farage, defendeu a marcação de eleições legislativas e disse estar preparado para uma “mudança radical”.
"O Reform exige eleições e estamos prontos para promover uma mudança radical. Se o Partido Trabalhista pensa que pode enfiar mais um político profissional no número 10 [de Downing Street], está enganado", escreveu na rede social X.
O Partido Reformista tem surgido à frente nas sondagens há quase dois anos e, em maio, foi a força com melhor desempenho nas eleições locais e regionais.
Prazos e regras para a sucessão no Partido Trabalhista
De acordo com as regras do processo interno, os potenciais candidatos terão de assegurar o apoio de 81 deputados e formalizar a candidatura até 16 de julho.
Segundo a tradição do sistema parlamentar britânico, quem vencer essa eleição interna passará também a chefiar o Governo, por ser o líder do partido com maioria na Câmara dos Comuns.
Discussão constitucional sobre mudar de primeiro-ministro sem eleições
Também durante a manhã, o deputado do Partido Conservador Alex Burghart afirmou não existir necessidade de o Governo convocar eleições legislativas.
Questionado na BBC sobre se o principal partido da oposição exigia a realização de eleições, Burghart respondeu "constitucionalmente não é obrigatório que haja eleições gerais" e que "é possível mudar de primeiro-ministro".
No domingo, o deputado trabalhista Mike Tapp, aliado de Starmer, foi alvo de fortes críticas de colegas depois de sugerir legislação que obrigasse a eleições legislativas sempre que houvesse mudança de líderes nos partidos no poder.
"Será que chegou a altura de legislar? Se uma mudança de líder for imposta pelo próprio partido, então devem ser convocadas eleições gerais. Isso poria fim à rotatividade constante e faria com que todos os políticos se concentrassem na concretização das políticas, em vez de se dedicarem a intrigas políticas internas", escreveu na X.
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