Fim da moratória e posição do governo
A Jordânia executou, este domingo, seis homens condenados pelo homicídio de elementos das forças de segurança, encerrando uma moratória de nove anos na aplicação da pena de morte, segundo anunciou o governo.
De acordo com o porta-voz do executivo e ministro da Comunicação Governamental, Mohammad Al-Momani, os seis arguidos tinham sido considerados culpados de "terrorismo e crimes graves", sublinhando que a decisão pretende fazer justiça "àqueles que morreram a proteger" o país.
Como foram realizadas as execuções
A agência noticiosa oficial jordana, Petra, informou que as sentenças de morte foram cumpridas por enforcamento ao nascer do dia, depois de os condenados terem recebido pena capital no âmbito da jurisdição do Tribunal de Segurança do Estado.
Casos que levaram às condenações
Segundo a Petra, dois dos executados estiveram ligados à morte, em 2018, de seis membros das forças de segurança na cidade de Salt, na região centro-oeste do país, onde lideravam "uma célula terrorista".
Outro dos homens foi condenado pelo assassínio de um responsável da polícia durante protestos, em 2022, contra a subida dos preços dos combustíveis.
Os restantes, associados ao tráfico de drogas, recorreram a força letal durante operações policiais realizadas entre 2014 e 2018, ações que culminaram na morte de três membros das forças de segurança.
Contexto da pena de morte na Jordânia
De acordo com organizações não-governamentais como a Amnistia Internacional e a Coligação Mundial contra a Pena de Morte, existem pelo menos 120 reclusos no corredor da morte na Jordânia.
No mesmo comunicado, o porta-voz do governo afirmou que as execuções serão realizadas "uma a uma".
As mais recentes execuções no reino tinham ocorrido em 2017, quando 15 pessoas foram enforcadas, incluindo dez condenadas por terrorismo.
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