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Portugal lidera na UE em famílias com apenas um filho, revela o Eurostat

Criança mostra desenho para pais numa sala iluminada com vista para rio ao fundo.

Portugal surge em destaque no panorama europeu por ter uma das maiores proporções de famílias com apenas um filho entre os 27 Estados-membros avaliados no mais recente relatório do Eurostat sobre agregados familiares. Ainda que o país não apresente uma fatia de lares com pelo menos uma criança inferior à média da União Europeia, o número de famílias numerosas é reduzido. No conjunto da UE, entre cerca de 203,1 milhões de habitações, só 23,4% tinham crianças - isto é, 47,4 milhões de agregados.

Famílias com crianças na UE e em Portugal

Os dados mais recentes indicam que aproximadamente 25,1% dos agregados familiares em Portugal incluem crianças, um valor ligeiramente acima da média da União Europeia. Considerando toda a UE, cerca de metade das famílias com crianças tem apenas um filho. Em Portugal, essa percentagem aumenta para cerca de 62%, colocando o país entre os que lideram este indicador.

Em sentido oposto, os agregados com três ou mais filhos têm um peso muito baixo em Portugal: representam apenas cerca de 6%, o que equivale a aproximadamente metade da média da União Europeia, situada em torno dos 12%. Já os agregados com duas crianças correspondem a 37,6% do total.

Agregados sem crianças e crescimento dos lares unipessoais

Portugal e a UE: mais adultos a viver sozinhos

A configuração geral dos lares em Portugal acompanha a tendência europeia de aumento de famílias pequenas e de pessoas a viver sozinhas, um outro ponto salientado no relatório. Apesar de não ser um fenómeno recente, o envelhecimento da população continua a ser um factor determinante na demografia da maioria dos países desenvolvidos.

Dentro dos 76,6% de agregados sem crianças, 37,5% são compostos por adultos a viver sozinhos, 24,1% correspondem a casais sem crianças e 15,1% integram outros tipos de agregados sem crianças. Na última década (2016-2025), os lares com apenas um adulto foram o modelo habitacional que mais cresceu (19,2%). Em 2016, a UE contabilizava 63,9 milhões de casas ocupadas por uma só pessoa; em 2025, esse número subiu para 76,1 milhões. Também houve aumento de casais sem crianças, embora menos marcado: de 47,3 milhões em 2016 para 48,9 milhões actualmente.

Exceções na UE e famílias monoparentais

As principais exceções a esta tendência encontram-se na Eslováquia, que regista a maior percentagem de agregados com crianças (representam 35,4% dos agregados), e na Suécia, onde 57,8% dos agregados têm mais do que uma criança. Quanto às famílias monoparentais, continuam a ser formadas sobretudo por mãe e filhos. Segundo o Eurostat, em 2025, 5,5% das mulheres entre os 25 e os 54 anos eram mães solteiras, enquanto, na mesma faixa etária, a percentagem de pais solteiros era de apenas 1,1%.

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