Saltar para o conteúdo

Bernardino Silva e a Missão Amar(es): 10 anos de voluntariado internacional em Moçambique

Jovem e criança plantam árvore no chão em escola, com cadernos e ferramentas à volta.

Da Escola Secundária de Amares nasceu a Missão Amar(es)

Bernardino Silva é o impulsionador e a principal força da Missão Amar(es), um projeto de voluntariado internacional criado na Escola Secundária de Amares há dez anos. Ao longo deste percurso, a iniciativa já levou mais de 30 alunos e ex-alunos até Chibuto, em Moçambique, com o objetivo de promover o desenvolvimento das comunidades locais.

Hoje, sublinha o coordenador, a iniciativa ultrapassa há muito a lógica de um simples grupo escolar: "Falar hoje da Missão Amar(es) já não é falar apenas de um clube escolar. Continua a ter as suas raízes na escola e nos alunos, mas ganhou uma dimensão muito maior", afirma Bernardino Silva, professor natural de Vila das Aves e a trabalhar em Amares há três décadas.

Missão Amar(es) em Chibuto, Moçambique: voluntariado no terreno

A partir de 2016, o projeto passou a organizar deslocações regulares a Moçambique, somando 36 voluntários - sobretudo alunos finalistas - que, durante 20 dias, vivem um contacto próximo e direto com as comunidades de Chibuto.

Se no início a intervenção se concentrava sobretudo na educação, a Missão Amar(es) foi alargando o seu âmbito e, atualmente, desenvolve iniciativas também nas áreas da saúde, agricultura, abastecimento de água, energia e formação profissional.

Obras, apoios e capacitação local

Entre os resultados mais marcantes contam-se a construção de duas escolas, o apoio a um centro de acolhimento de órfãos, a entrega de uma ambulância e de equipamento hospitalar, bem como o financiamento de bolsas de estudo para jovens moçambicanos. Em paralelo, tem sido reforçada a aposta na capacitação local, cada vez mais presente nas ações do projeto.

Bernardino Silva caracteriza a Missão Amar(es) como uma cooperação contínua, que também consolidou uma ligação próxima com o próprio Governo moçambicano. "Levámos para o terreno a verdadeira visão da educação para o desenvolvimento e da cooperação para o desenvolvimento. Aquilo que ensinamos teoricamente numa sala de aula procuramos fazê-lo na prática", explica o docente de Educação Moral e Religiosa Católica.

Este ano, a missão segue sem alunos

Pela primeira vez, a deslocação não incluirá alunos, na sequência do impacto das fortes cheias que atingiram a região. Assim, Bernardino viajará sozinho para Moçambique, entre 24 de julho e 24 de agosto, para acompanhar os projetos em curso e preparar o regresso dos voluntários em 2027. "O trabalho nunca acaba", assegura.

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário