Declarações de Francisco Conceição sobre Cristiano Ronaldo
O extremo Francisco Conceição garantiu este domingo que, na seleção portuguesa de futebol, ninguém sente que tenha de procurar obrigatoriamente Cristiano Ronaldo em campo, acrescentando que está preparado para contribuir no Mundial 2026 quer seja durante “90 ou 10 minutos”.
Em conferência de imprensa no Gardens North County District Park, em Palm Beach - local onde Portugal está a estagiar durante o Campeonato do Mundo -, o jogador sublinhou que a equipa decide em função do que o jogo pede.
"O Cristiano e a sua qualidade de fazer golos, não existe ninguém como ele. Mas não temos obrigação de lhe passar a bola, eu passo para o que está melhor desmarcado. O Cristiano está aqui para ajudar como qualquer jogador da seleção", disse.
O jogador da Juventus, de 23 anos, deixou ainda elogios ao capitão, realçando o exemplo que dá pela ambição constante e pela vontade de continuar a colecionar vitórias e troféus.
"O Cristiano é um exemplo, pelo que foi a carreira e pela fome que demonstra todos os dias em querer ganhar. Para mim e para a nova geração é um exemplo. É um exemplo pela liderança, pelos golos e é mais um da equipa que está aqui para ajudar. Precisamos de todas as individualidades para que o coletivo funcione", apontou.
Objetivo de Portugal no Mundial 2026 e disponibilidade do extremo
Natural de Coimbra, Francisco Conceição - que contabiliza 18 internacionalizações e quatro golos - explicou que a ambição passa por ir o mais longe possível na competição, mas alertou que essa intenção só vale se for confirmada dentro das quatro linhas. Quanto ao seu papel, disse estar pronto para o tempo que Roberto Martínez decidir.
"Queremos chegar o mais longe possível, temos qualidade para isso, mas temos de o demonstrar dentro de campo. Sou sempre mais um para ajudar, jogando 10 minutos ou 90. Estou a realizar um sonho de representar o meu país na melhor competição do mundo e de mim podem esperar sempre o máximo", assegurou.
Estreia em fases finais e a ligação ao percurso de Sérgio Conceição
A viver a sua primeira fase final de um Mundial, o extremo reconheceu que está, de certa forma, a seguir o caminho do pai, Sérgio Conceição, antigo internacional português que mais tarde viria a construir carreira como treinador.
"O Mundial de 2002 não correu assim tão bem, mas é um orgulho para mim saber que o meu pai jogou um Mundial e agora estou aqui eu. Espero que seja diferente a história. Ele contou que também tinham muita ambição, mas um erro num Mundial pode deitar tudo a perder", defendeu, apontando o pai como o seu "melhor conselheiro" no futebol e na vida.
A alcunha de “espalha-brasas” e o que quer afirmar
Já perto do fim, Conceição comentou a alcunha de "espalha-brasas", admitindo que prefere que o identifiquem pelo nome.
"Depende do que se quer dizer. Quero ser conhecido como o Francisco. Jogo na Juventus e tenho sido titular indiscutível na minha equipa, esse papel depende da forma como queremos enquadrar. Estou aqui para dar o máximo e mostrar que sou mais um para ajudar", concluiu.
Portugal volta a jogar na terça-feira frente ao Uzbequistão, novamente em Houston, no Estádio NRG, num encontro com apito inicial marcado para as 12 horas (18 de Lisboa) e arbitragem do marroquino Jalad Jayed.
Concluída a primeira jornada, a Colômbia comanda o Grupo K com três pontos. Portugal e RD Congo seguem com um ponto cada, enquanto o Uzbequistão - que disputa o seu primeiro Campeonato do Mundo - continua sem pontos.
O Mundial 2026, o primeiro de sempre com 48 seleções, disputa-se até 19 de julho, com jogos nos Estados Unidos, no México e no Canadá.
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