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Câmara Municipal de Penacova procura alternativa ao cemitério de Carvoeira

Dois homens a analisar um mapa numa sala iluminada com janela grande e flores sobre a mesa.

A Câmara Municipal de Penacova está a procurar uma alternativa ao cemitério de Carvoeira. O atual campo-santo ficou em risco de desmoronamento desde a passagem da tempestade Kristin, no final de janeiro, e a autarquia está a tentar encontrar um terreno para construir um novo. Até lá, alguns corpos serão entretanto trasladados.

Danos no cemitério de Carvoeira e na Estrada Nacional 2

A derrocada de terrenos em Carvoeira, no concelho de Penacova, atingiu a Estrada Nacional 2 - que permanece parcialmente cortada - e afetou também o cemitério local. No lado nascente, parte do muro ruiu e, em várias zonas, a terra cedeu dentro do sepulcário.

Há campas inclinadas e com fissuras, e uma parte do talhão 1 está vedada ao público, por não oferecer condições de segurança para que os familiares possam velar os corpos. O muro exterior apresenta rachas e foi montada uma estrutura metálica para evitar que caia para a via.

Câmara Municipal de Penacova avalia novo cemitério

"Dado o conjunto de patologias graves que o atual tem, estamos a identificar terrenos para a construção de um novo cemitério", confirmou ao JN o presidente da câmara, Álvaro Coimbra. De acordo com o autarca, "ainda não há prazo definido" para avançar com o novo cemitério de Carvoeira, e muito menos para concluir a empreitada, cujo "custo será sempre superior a um milhão de euros", acrescentou.

Álvaro Coimbra recordou ainda que "foi feita uma intervenção de emergência, logo a seguir às tempestades, para estabilizar os muros dos talhões mais afetados".

Funerais suspensos e trasladações previstas

O cemitério mantém-se aberto apenas nas áreas consideradas seguras, e unicamente para limpeza de campas e visitas de familiares. Desde fevereiro, os funerais no campo-santo de Carvoeira estão suspensos.

Entretanto, os enterros têm sido encaminhados para Penacova, no Cemitério das Eirinhas, junto à Biblioteca municipal.

O presidente da Câmara confirmou também que "está prevista uma operação para trasladar sepulturas" das zonas mais atingidas e atualmente interditas. Segundo apurou o JN, as sepulturas do talhão 1 - o setor com maior risco de derrocada - vão ser trasladadas para outro cemitério, evitando que sejam arrastadas por uma eventual nova queda de terras. Regressarão a Carvoeira quando o novo cemitério estiver concluído, na mesma altura em que serão trasladados os restantes corpos.

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