Um conjunto de moradores da Rua do Fujacal, em Braga, diz viver sob constante inquietação devido ao comportamento de um residente num apartamento pertencente à empresa municipal BragaHabit. Segundo vizinhos e comerciantes, o homem terá consumido drogas nas escadas do prédio - ficando ali deitado -, mantém atitudes agressivas, não paga renda nem condomínio e, alegadamente, acolhe outros toxicodependentes na habitação.
Queixas na Rua do Fujacal, em Braga: receios de segurança e saúde pública
Vários habitantes da zona afirmam temer pela própria segurança e também por questões de saúde pública. Garantem ainda que o inquilino não paga luz nem água e que ambos os serviços se encontram cortados. De acordo com os relatos, para ter acesso a água recorre à torneira do condomínio, situada na garagem. "É uma pessoa desestruturada que acaba de sair da prisão, mas que mantém comportamentos antissociais", dizem, alertando que, sem água, o apartamento pode ficar sujeito a uma prolongada falta de higiene.
Intervenção da PSP no número 74
A PSP foi chamada ao local - o número 74 - no dia 31 de maio, pelas 12 horas, numa altura em que o inquilino estava a consumir drogas nas escadas. Fonte policial explicou ao JN que nada foi possível fazer "por não ter havido flagrante delito".
Resposta da BragaHabit e limites legais apontados por Pedro Nascimento
A situação já tinha sido comunicada à BragaHabit. O administrador, Pedro Nascimento, afirmou ao JN que "não dispõe de poderes coercivos que lhe permitam, por mera decisão administrativa, retirar pessoas das suas habitações".
O responsável considera igualmente que "essas situações devem também ser comunicadas ao Ministério Público, a entidade com legitimidade para investigar e promover a responsabilização dos autores". E acrescenta que a BragaHabit "continua a agir dentro das competências que a lei lhe confere, conciliando a defesa da tranquilidade dos moradores com o respeito pelos direitos, garantias e deveres dos envolvidos".
Pedro Nascimento refere ainda que a empresa municipal recebe com frequência reclamações associadas a comportamentos de inquilinos e a conflitos de convivência entre vizinhos. Perante essas participações, diz que a BragaHabit tenta sensibilizar os arrendatários visados para o cumprimento das regras de boa vizinhança, do respeito mútuo e das normas de convivência exigidas em qualquer comunidade.
Por fim, o gestor sublinha que "a lei estabelece procedimentos próprios para estas situações e esses procedimentos têm de ser rigorosamente respeitados". Nascimento revela também que "existem vários processos de despejo em curso, os quais, por natureza, exigem tempo e o cumprimento de um conjunto de formalidades legais, não sendo possível obter soluções imediatas apenas com base em alegações ou denúncias".
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