O início da 11.ª edição fez-se este sábado no Parque Tejo, com muitos fãs a entrarem cedo numa Cidade do Rock maior, preparada para grandes enchentes nos primeiros dias.
Calema inauguram o Palco Mundo no Rock In Rio Lisboa
Braços no ar, abraços apertados, famílias a dançar e milhares a cantar em uníssono “eu quero estar ao teu lado para sempre”, o refrão de “A nossa vez”: os Calema sabem como transformar um concerto numa festa. Embaixadores da lusofonia e da boa vibração, o duo tornou fácil perceber porque é difícil imaginar um arranque melhor para o Palco Mundo nesta 11.ª edição do Rock In Rio (RiR) Lisboa, que arrancou este sábado no Parque Tejo, o antigo Parque Papa Francisco.
Às 17 horas em ponto, com o termómetro nos 34 graus, os irmãos são-tomenses António e Fradique Ferreira subiram ao palco e atiraram-se de imediato ao máximo: confettis, bailarinas, apelos à dança e uma multidão concentrada junto ao palco principal, à beira-rio. Ainda a meio da tarde, a Cidade do Rock já se apresentava bem composta, num ano em que o recinto se prepara para receber até 100 mil pessoas por dia - pelo menos, nas duas datas do primeiro fim de semana, a promessa é de lotação cheia, com ambos os dias esgotados.
Uma Cidade do Rock a funcionar desde as 13 até às duas da manhã
Enquanto o maior palco ecoava canções em português, havia movimento por todo o recinto: público nos outros palcos, filas para brindes, pessoas a fazer slide, voltas na Roda, tentativas de encontrar sombra e muitos a explorar cada canto. No fundo, há quem passe mais de 12 horas nesta cidade feita de música, mas também de diversões, com portas a abrirem às 13 horas e a fecharem apenas pelas duas da manhã.
Elisabete, mãe, e Constança, filha de 11 anos, chegaram com o plano simples de “passar um bom dia”. Elisabete disse ao JN que já tinha ido ao RiR em 2024 no Parque Tejo, mas, desta vez, sem um artista em particular a puxar por elas, decidiu vir “ouvir um pouco de tudo”. Nota que este ano se vê mais gente, embora o recinto “parece funcionar”; ainda assim, aponta algumas bancas de brindes por “cortar a visibilidade dos palcos”.
Rodrigo veio de Carcavelos com as filhas, Sara e Madalena, motivados pelos Calema e por Katy Perry. O pai já tinha passado por outras edições na Bela Vista, mas esta foi a estreia no Parque Tejo, onde deixa uma crítica: “as poucas sombras”.
Carmo e Maria, ambas de 16 anos e vindas de Santarém, escolheram o primeiro dia por causa de Pedro Sampaio e Katy Perry - dois dos nomes que, a julgar por cartazes, t-shirts e visuais, pareciam reunir mais fãs. As duas amigas regressaram depois de terem estado na edição anterior e referem que as bancas agora estão mais espalhadas, “incluindo as da comida”, acrescentando também que “a entrada foi mais fácil, está melhor”.
Êxitos, convidados e a lista do que ainda vem aí
De volta ao concerto de abertura dos Calema no Palco Mundo, a atuação percorreu vários dos temas mais conhecidos do duo. De “Amar pela metade” ao mais recente “Chuva de amor”, não faltaram “Leva tudo” com Dilsinho, “A nossa dança” e “Mama É”, sempre com o público a responder.
Em 55 minutos, os irmãos juntaram convidados, bailarinas e até um grupo a dançar o Vira em “Maria Joana”, repetindo mensagens de amor, boa energia, lusofonia e fé. O final chegou com milhares a mexerem a anca e a cantarem em coro o refrão de “Te amo”, ao som de “Saudade bô” - com os Calema a subirem a fasquia para tudo o que ainda está por vir: Pedro Sampaio, Charlie Puth, Katy Perry, Audrey Nuna ou DJ Alok, hoje; Linkin Park, Sepultura, POD ou Kaiser Chiefs, amanhã; e ainda o “Legends day”, a 27 de junho, com Rod Stewart, Cyndi Lauper, Shaggy, 4 Non Blondes e bandas históricas portuguesas, além de um último dia dedicado aos ritmos urbanos, com a estreia de 21 Savage e Central Cee, Matuê ou Carlão.
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