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Mais de quatro mil mortos no Líbano em ataques israelitas desde março

Pessoa a estender uma peça de roupa branca numa varanda com vista para edifícios urbanos ao entardecer.

Mais de quatro mil pessoas morreram no Líbano desde março em consequência de ataques israelitas, indicaram este sábado as autoridades locais.

Novo balanço de mortos e feridos no Líbano

Segundo um novo balanço oficial, pelo menos 83 pessoas perderam a vida em ataques israelitas na sexta-feira, fazendo subir para 4057 o total de mortos no Líbano desde o início da guerra entre o movimento xiita Hezbollah, pró-Irão, e Israel, em 2 de março. No mesmo período, contabilizam-se ainda 135 socorristas e profissionais de saúde entre as vítimas mortais.

Ataques israelitas no sul e no leste do Líbano

O Ministério da Saúde libanês acrescentou que as ofensivas de sexta-feira no sul e no leste do país provocaram também 141 feridos. A tutela tinha anteriormente comunicado um número provisório de 47 mortos.

Cessar-fogo, trégua e declarações das partes

Apesar de os combates terem continuado e de terem causado dezenas de mortos no Líbano, o exército israelita e o Hezbollah afirmaram estar comprometidos com o cessar-fogo em vigor desde sexta-feira.

O cessar-fogo, revelado na sexta-feira por fontes oficiais dos Estados Unidos e de Israel sob condição de anonimato, ainda não foi confirmado publicamente pelo gabinete do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.

A trégua está prevista no acordo preliminar de paz entre os EUA e o Irão, assinado esta semana. Ainda assim, na sexta-feira, os confrontos entre Israel e o Hezbollah prosseguiram apesar da suposta trégua, num dos dias mais sangrentos deste conflito.

Na sexta-feira, o presidente norte-americano, Donald Trump, assegurou que Israel ia cessar os ataques ao Líbano porque "cumpre o que promete", sustentando que, sem Washington, os israelitas teriam sido aniquilados.

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