O BPI Empresas voltou a deixar marca na história, já com 28 anos, do Expresso BPI Golf Cup: na segunda presença seguida na Finalíssima Açores - a derradeira etapa do maior evento desportivo empresarial em Portugal - a equipa sagrou-se campeã nacional de empresas. A decisão aconteceu no campo de golfe da ilha Terceira, no fim de semana de 25 de Abril.
“Se já estávamos gratos por repetir a presença do ano passado na Finalíssima, o que por si só é uma façanha, termos saído agora com a vitória foi naturalmente uma enorme alegria”, reconheceu o capitão do BPI Empresas, Francisco Oliveira e Costa.
BPI Empresas na Finalíssima Açores
Em comparação com a edição anterior, houve apenas uma mudança no quarteto: Rui Meireles saiu e Nelson Rocha entrou. Mantiveram-se Francisco Oliveira e Costa, Luís Martins e João Ivo de Carvalho. Foram estes quatro que levantaram o troféu da Vista Alegre, sucedendo à NMM no registo de vencedores.
A Finalíssima Açores - referente à época de 2025 - foi o ponto final de um percurso que passou por Qualificações Regionais, Finais Regionais e Final Nacional Açores. À chegada à Terceira, restavam apenas quatro empresas, apuradas de um universo de mais de 300 equipas e 1300 jogadores.
Concorrência forte
Além do BPI Empresas, entraram em campo na Finalíssima a Lufthansa LGSP, o Banco BPI e a Winfarm (consultoria agropecuária). “A concorrência era muito forte, mas felizmente estivemos à altura do desafio”, congratulou-se Francisco Oliveira e Costa.
A verdade é que a Terceira recebeu alguns dos nomes mais sonantes do Expresso BPI. Pela Lufthansa LGSP alinharam Nuno Azevedo Neves, Fernando Vaz Miguel Portela de Morais e Alexandre Castelo; os três últimos foram bicampeões nacionais pela Moragri em 2021 e 2022.
Marco Rios, recordista de presenças na Finalíssima (5), foi campeão nacional de empresas pelo Colégio dos Plátanos em 2020, numa época em que João Pedro Oliveira e Costa terminou como vice-campeão pelo BPI. Na temporada agora concluída, ambos jogaram juntos como dupla do BPI, acompanhados por Ricardo Martinho e José Maria Passanha Guedes.
Para a Winfarm, esta época teve sabor a afirmação: os cinco jogadores que a representaram ao longo da temporada - António Pratas, Nuno Costa Alemão, Frederico Quintela, João Azevedo e Nuno Furtado Coelho - estrearam-se nas etapas de âmbito nacional.
Como se jogou a Finalíssima Açores
A Finalíssima Açores disputou-se no habitual formato do Texas modificado (em equipa, com escolha da melhor bola), mas com jogo por buracos adaptado: partidas de seis buracos, com um ponto por cada buraco ganho e meio ponto em caso de empate. As duas duplas de cada equipa mediram forças com todas as outras duplas em prova, num total de 24 encontros (12 no sábado e 12 no domingo).
Assim, cada dupla realizou seis jogos, somando 18 buracos no primeiro dia e mais 18 no segundo. Com 144 pontos em disputa, o desfecho manteve-se em aberto até ao final.
No fecho do primeiro dia, as três equipas mais bem colocadas estavam separadas por apenas um ponto. O domingo trouxe o frente a frente decisivo entre o BPI Empresas e a Lufthansa LGSP, com vitória da primeira: 42 pontos contra 40,5 da vice-campeã. O BPI foi terceiro com 32,5 e a Winfarm terminou em quarto com 29,5.
“Foi mais um torneio épico, no culminar de um ano de Expresso BPI muito giro, muito divertido, com toda a mística e exigência que o caracteriza”, sintetizou Francisco Oliveira e Costa, que fez dupla com Luís Martins - a mais eficaz da Finalíssima - ao somar 23 pontos.
“O Luís é um jogador muito consistente, um autêntico relógio. Ao longo dos dois dias, só falhámos uma vez a superfície de putting dentro do par regulamentar”, elogiou Francisco. O parceiro respondeu na mesma moeda: “O nosso jogo encaixa e ele também está a bater muito bem na bola. Vencer o Expresso BPI é um marco na carreira de qualquer amador.”
Na outra dupla estiveram João Ivo de Carvalho e Nelson Rocha. O primeiro confessou “a sensação de ter concretizado um sonho”, após quase 20 anos a competir no Expresso BPI. E explicou: “É uma competição a cujo título todos aspiram.” Já o segundo destacou uma “experiência magnífica” e o desportivismo vivido: “Pela forma como nos deram os parabéns, os nossos adversários reconheceram que fomos a melhor equipa em campo.”
Um justo vencedor
No balanço final, as restantes três equipas foram concordantes: o BPI Empresas mereceu o triunfo. “Claro que sabe um bocadinho a pouco quando estamos perto de ganhar e acabamos em segundo, mas houve mérito nos vencedores”, afirmou Nuno Azevedo Neves, capitão da Lufthansa.
“Foi justo, jogaram muito bem”, elogiou Ricardo Martinho, do BPI. “De resto, foi espetacular, com uma superorganização que nos fez sentir como profissionais. A ida à Finalíssima já é um grande feito, o melhor prémio.”
António Pratas reforçou a mesma ideia: “Foi uma grande experiência, correu tudo muito bem. Podíamos ter ficado mais bem classificados, mas o importante era aproveitar e divertir-nos, foi o que fizemos.”
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