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USAF procura opções para modernizar o computador de missão dos F-16 dos blocos 40/42/50/52

Dois aviadores militares trabalham em equipamento técnico junto a um caça F-16 na pista de um aeroporto ao entardecer.
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Embora, quando se fala das capacidades de aeronaves de combate, a atenção recaia muitas vezes sobre o armamento e outros sistemas críticos - como radares e componentes de guerra electrónica -, o computador de missão de um caça é um dos subsistemas mais determinantes de todo o sistema de armas. Funciona como um dos “cérebros” do avião, ao tratar em tempo real a informação reunida por outros subsistemas para dar ao piloto uma consciência situacional adequada do que o rodeia e apoiar decisões tácticas imediatas, desde a gestão do armamento até à activação de medidas defensivas, entre outros exemplos. Por isso, e atendendo à sua relevância, a Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) emitiu um pedido para explorar opções de actualização do computador de missão dos seus F-16 mais antigos, alargando também estes esforços a nações aliadas que operam o mítico Fighting Falcon.

Pedido de informação da USAF sobre o computador de missão dos F-16

De acordo com o que foi divulgado, o Comando de Material da Força Aérea dos EUA publicou, há alguns dias, um pedido de informação (RFI, na sigla em inglês) dirigido à indústria. O objectivo é recolher propostas para actualizar o computador de missão dos caças F-16 pertencentes aos blocos 40/42/50/52.

Em concreto, o pedido divulgado recentemente tem o título: “Modernização do Computador de Missão de Nova Geração (NGMC) dos F-16 da Força Aérea dos EUA para melhorar as capacidades de combate dos F-16 blocos 40/42/50/52” e define como meta: “… proporcionar um aumento significativo da fiabilidade e do desempenho de processamento, mantendo ao mesmo tempo a compatibilidade com a infra-estrutura existente dos F-16. Esta modernização é fundamental para colmatar as actuais lacunas de capacidade e permitir futuros esforços de modernização da aeronave”.

Actualização aplicável também a operadores estrangeiros via FMS

Outros elementos apresentados no pedido poderão interessar utilizadores estrangeiros de F-16 dos blocos mencionados, uma vez que é feita referência explícita de que esta actualização - e a substituição do actual Computador de Missão Modular (MMC) - não se restringe aos Fighting Falcon norte-americanos, abrangendo igualmente parceiros do programa de Vendas Militares ao Estrangeiro (FMS).

Um processo ainda em fase de recolha de propostas

Por fim, como foi referido, por agora esta iniciativa enquadra-se numa RFI, destinada a receber e avaliar propostas da indústria, deixando claro que o F-16 continua a ser uma pedra angular de grande importância para a Força Aérea dos Estados Unidos e para os seus aliados.

Actualmente, decorrem vários programas para assegurar as capacidades dos F-16 nos próximos anos. O mais relevante é a modernização para o padrão Block 70, que inclui a substituição de sensores, com destaque para a instalação e integração do novo radar AESA AN/APG-83 Scalable Agile Beam Radar (SABR), da Northrop Grumman. Também sobressaem os testes de integração de novo armamento ar-superfície, como os mísseis antinavio Harpoon, bem como os ensaios com o novo míssil de cruzeiro de longo alcance AGM-158 LRASM.

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