Israel reforça a frota de F-35I Adir com três novas aeronaves em Nevatim
A chegada recente de três novos caças furtivos F-35I Adir à Base Aérea de Nevatim elevou para 48 o número total de aeronaves deste modelo já entregues à Força Aérea de Israel pela norte-americana Lockheed Martin. Estes aparelhos passam a operar no Esquadrão 116 “Leões do Sul” e no Esquadrão 140 “Águia Dourada”, integrando o primeiro lote de 50 aviões encomendados para reforçar e modernizar as capacidades de combate do país.
As aeronaves agora incorporadas foram identificadas com os números 978, 979 e 983, e fazem parte do programa em curso para completar a encomenda inicial que sustenta a renovação das frotas tácticas israelitas.
Esquadrão 116 “Leões do Sul”, Esquadrão 140 “Águia Dourada” e a prontidão do F-35I Adir
Em declarações oficiais sobre este marco, a Força Aérea sublinhou o emprego contínuo do sistema Adir desde o início do conflito, destacando o impacto operacional da nova entrega: “Desde o início da guerra, o sistema Adir tem operado de forma contínua em diversas missões de defesa e de ataque em todos os teatros de operações. A incorporação das novas aeronaves representa mais um passo no reforço do sistema Adir e contribui para as capacidades operacionais da Força Aérea.”
No mesmo comunicado, divulgado nas redes sociais, a instituição voltou a realçar a importância estratégica da aliança militar com os Estados Unidos, apresentando-a como mais uma expressão do vínculo entre os dois países num contexto de tensões entre Washington e alguns aliados europeus.
Entregas e encomendas: do lote de 50 aos 25 adicionais adquiridos em 2024
Analistas locais salientam que esta recepção não deve ser lida como uma resposta imediata a pressões associadas ao Irão, mas sim como parte do processo regular para concluir a encomenda inicial de 50 F-35I Adir. Ao fechar esse ciclo, Israel poderá concentrar-se na etapa seguinte: a entrada ao serviço de mais 25 caças furtivos adicionais, cuja compra foi formalizada em 2024 junto da Lockheed Martin por um investimento na ordem dos 3 mil milhões de dólares.
De acordo com o planeamento conhecido, as entregas desse segundo conjunto deverão iniciar-se a partir de 2028, permitindo uma expansão sustentada do número de plataformas de quinta geração disponíveis para missões de defesa aérea e ataque.
TR-3, Block IV e a integração de armamento: GBU-31 JDAM em pilones externos
Tal como tem sido referido em reportagens anteriores, estas aeronaves já estarão configuradas com a actualização de software TR-3, considerada a etapa preparatória para o Block IV, a próxima grande modernização prevista para a família F-35. Esta progressão é relevante porque define o ritmo de introdução de novas capacidades, tanto ao nível do processamento e sensores como da integração de armamento e funcionalidades de missão.
A Força Aérea israelita indicou ainda que o desenho operacional do F-35I Adir já recebeu trabalhos orientados para consolidar, de forma ainda mais robusta, as suas capacidades de ataque a alvos terrestres. Esse esforço foi desenvolvido em colaboração com o Centro de Ensaios em Voo da Força Aérea dos EUA e com o fabricante. Como resultado, cada caça poderá vir a incorporar novos pilones sob as asas, abrindo a possibilidade de transportar até quatro bombas GBU-31 JDAM externamente.
Nevatim e o historial recente de entregas
A incorporação destes três novos F-35I Adir é a primeira entrega com registo oficial desde Março do ano passado, período em que também chegaram ao país outros três aparelhos. À semelhança do que tem acontecido nas recepções mais recentes, os aviões foram acolhidos na Base Aérea de Nevatim, localizada a cerca de 15 km da cidade de Beerseba, sendo integrados na estrutura do Esquadrão 116.
Sustentação e preparação operacional
Para além da chegada das aeronaves, a capacidade real de gerar saídas depende de factores como manutenção, cadeia logística e formação de pessoal. A introdução de novos exemplares tende a exigir a expansão de equipas técnicas, disponibilidade de sobressalentes e reforço de infra-estruturas de apoio, especialmente quando coexistem actualizações de software como a TR-3 e a transição planeada para o Block IV.
Outro elemento associado ao crescimento da frota é a gestão do treino: o aumento de aeronaves permite acelerar qualificações, elevar o número de tripulações prontas e distribuir melhor as aeronaves entre tarefas de alerta, treino e operações, reduzindo a pressão sobre os aparelhos que já se encontram em serviço.
Créditos das imagens: @idfonline no X
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