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Relatório financeiro da Leonardo e sinais sobre novos Eurofighter
No âmbito da apresentação de resultados financeiros relativos ao primeiro trimestre do ano em curso, a empresa italiana Leonardo deixou implícito - de forma discreta - que a Força Aérea Italiana (Aeronautica Militare) terá avançado com a aquisição de caças Eurofighter adicionais para reforçar a sua componente de combate, num lote de oito aeronaves.
De acordo com a empresa, este movimento contribuiu para consolidar um período positivo para o segmento, num quadro em que também se materializou a venda de 12 aeronaves M-346 à Força Aérea da Áustria e foram assinados contratos destinados a assegurar o apoio logístico à frota de aeronaves C-27J Spartan ao serviço da Aeronautica Militare.
A referência aos 8 Typhoon no documento da empresa
O excerto onde esta questão é mencionada surge nos seguintes termos:
“Em concreto, a Unidade de Negócio (BU) de Aeronaves beneficiou principalmente dos contratos para o fornecimento de 12 aviões polivalentes M-346 para a Força Aérea Austríaca (Luftstreitkräfte), para o apoio logístico da frota de aviões de transporte tático C-27J «Spartan» da Força Aérea Italiana (AMI), para o fornecimento de 8 aviões Typhoon adicionais, novamente para a Força Aérea Italiana, e para o fornecimento de 20 aviões Typhoon para a Força Aérea Alemã.”
Importa sublinhar que a alusão aos oito caças Eurofighter destinados à Força Aérea Italiana não surge enquadrada como uma projeção de vendas futura (apesar de o relatório conter também essa componente), mas sim apresentada como um dado concreto - ainda que, até ao momento, não exista um anúncio oficial por parte da instituição sobre a compra.
A informação foi igualmente repercutida por meios locais, que apontam que este passo poderá corresponder ao arranque de um processo de ampliação da frota de caças Eurofighter que já vinha a ser discutido há algum tempo, podendo, inclusive, ir além do número indicado pela Leonardo.
Renovação da Aeronautica Militare de cara ao futuro
Em termos mais detalhados, recorde-se que a Força Aérea Italiana tornou públicos, no final de 2024, planos para incorporar, no futuro, um lote de 24 caças Eurofighter. Esse conjunto permitiria progredir na substituição das aeronaves pertencentes às variantes iniciais da plataforma que ainda permanecem em serviço - versões que não dispõem de tecnologias consideradas essenciais para cenários modernos, como é o caso de radares AESA.
À semelhança do que se observa noutros países parceiros do programa Eurofighter, a opção por avançar com a produção de um maior número de aeronaves teria também como objetivo sustentar a capacidade do setor industrial local enquanto decorre a transição para novas plataformas.
Substituição dos Panavia Tornado e progresso com o F-35A
Na mesma linha, importa destacar que a Força Aérea Italiana já está a avançar de forma decidida na modernização da sua frota de caças, tanto no âmbito da quinta geração como da sexta geração. Entre os fatores que explicam esta dinâmica está a necessidade de substituir os já envelhecidos Panavia Tornado, que acumulam mais de quatro décadas de serviço na instituição.
Um exemplo desta evolução encontra-se no 155° Gruppo Volo “Pantere Nere”, unidade que, atualmente, se mantém como a única a operar as referidas aeronaves, tendo recebido aviões e equipamentos associados provenientes de diferentes pontos do país após o início do processo de renovação.
Como reportámos no passado dia 3 de maio, esta transformação é particularmente visível no 6° Stormo “Alfredo Fusco”, sediado na Base Aérea de Ghedi, onde já foi alcançado o marco de mais de 5.000 horas de voo com os novos caças furtivos F-35A de origem norte-americana. Em concreto, o 154° Gruppo Volo “Diavoli Rossi” destaca-se como a unidade que lidera a substituição dos Tornado por esta plataforma furtiva avançada, acompanhando a tendência seguida por países como o Reino Unido e os Países Baixos.
GCAP de sexta geração e a participação através da Edgewing
Em paralelo à incorporação dos F-35, a Aeronautica Militare posiciona-se também como uma das forças que impulsionam o desenvolvimento do caça de sexta geração GCAP, em conjunto com o Japão e o Reino Unido, no quadro da empresa conjunta Edgewing.
Tal como noticiámos no início de abril, esta entidade recebeu já um primeiro contrato que lhe permitirá avançar com a arquitetura da aeronave, a integração de sensores e a estrutura digital que viabilizará o seu papel como nó a partir do qual serão controlados sistemas não tripulados.
Imagens utilizadas apenas a título ilustrativo
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