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Marinha dos EUA aplica revestimento furtivo Uniform Have Glass (UHG) nos F-16 agressores

Dois militares em uniforme verde preparam um caça F-16 numa pista de aterragem ao pôr do sol.
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Revestimento furtivo Uniform Have Glass (UHG) nos F-16 agressores da Marinha dos EUA (US Navy)

A Marinha dos EUA (US Navy) começou a aplicar um novo revestimento furtivo, designado Uniform Have Glass (UHG), na sua frota de caças F-16 empregues em missões de treino como aeronaves agressoras. Este tipo de “blindagem” avançada permite diminuir de forma marcada a secção transversal de radar do avião, tornando os caças alvos bem mais difíceis de detectar e interceptar, e aumentando o realismo dos exercícios de combate aéreo.

Os trabalhos técnicos concentram-se no Centro de Preparação da Frota do Sudoeste (FRCSW), unidade que atingiu recentemente um feito relevante ao concretizar, pela primeira vez, uma Reparação de Sustentação Estrutural Programada (PSSR) num destes aparelhos. Com este processo, a instituição pretende assegurar que os pilotos treinem em cenários que reproduzem com fidelidade as actuais capacidades de detecção e furtividade presentes nos teatros de operações modernos.

Treino para ameaças contemporâneas e aeronaves de 5.ª geração

A integração do revestimento furtivo Uniform Have Glass (UHG) foi delineada de forma específica para permitir que os F-16 simulem ameaças modernas em eventuais conflitos de alta intensidade. O objectivo central da Marinha dos EUA (US Navy) passa por preparar os seus efectivos contra adversários que já operam aeronaves de 5.ª geração, como acontece com plataformas desenvolvidas pela China e pela Rússia para missões de superioridade aérea.

No panorama internacional, refira-se que a Rússia autorizou o arranque da produção em série do Su-57 pela United Aircraft Corporation (UAC), reforçando a sua capacidade tecnológica de combate. Em paralelo, o governo chinês consolidou uma frota significativa de caças J-20 e prossegue o desenvolvimento do mais recente J-35, o que obriga os sistemas de treino ocidentais a serem continuamente actualizados para manter a competitividade estratégica.

Impacto na manutenção e novas capacidades de reparação no FRCSW

Para lá do benefício táctico, a adopção deste material deverá ter um efeito directo e positivo na logística e na gestão dos recursos financeiros destinados à manutenção da frota. De acordo com informação oficial da instituição, o revestimento Uniform Have Glass (UHG) revelou elevada durabilidade, atenuando os danos por corrosão que eram observados anteriormente nas aeronaves que operavam sem esta protecção específica.

Em resultado dessa maior resistência, prevê-se que a vida útil dos F-16 agressores possa ser prolongada para além dos cinco anos considerados aquando da sua aquisição inicial. Esta maior longevidade estrutural permite manter a frota operacional durante mais tempo, assegurando a continuidade dos programas de treino de elite sem necessidade imediata de substituição das plataformas de voo.

Em complemento, o Centro de Preparação da Frota do Sudoeste (FRCSW) desenvolveu capacidade autónoma para reparar e substituir o suporte da longarina do dossel (CSL), um elemento crítico que liga a cabina à fuselagem do caça. Para consolidar esta técnica, os técnicos navais tiveram o apoio de especialistas da Força Aérea dos EUA (USAF), que já dispunham de experiência na manutenção destas estruturas nas variantes C do avião.

A propósito dos progressos alcançados, a Marinha dos EUA (US Navy) declarou oficialmente: “Ao integrar internamente tanto revestimentos avançados quanto reparos estruturais complexos, o FRCSW posicionou-se como um centro de suporte integral para a frota de F-16. Esses avanços não apenas melhoram a segurança, a capacidade de sobrevivência e o realismo do treinamento da Marinha, mas também garantem que os F-16 possam retornar ao serviço de maneira mais rápida e eficiente.”

Imagens utilizadas para fins ilustrativos.

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