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Exército Brasileiro e IVECO iniciam segunda fase de testes do blindado Guarani de engenharia no Rio de Janeiro

Veículo todo-o-terreno verde Iveco Guarani exposto em interior moderno com bandeira do Brasil.

Segunda fase de ensaios do blindado Guarani de engenharia no CAEx

O Exército Brasileiro (EB) e a IVECO avançaram para a segunda etapa de testes da variante de engenharia do blindado Guarani, no Rio de Janeiro. O plano de avaliação técnica pretende comprovar o rendimento operacional desta nova configuração do Veículo Blindado de Transporte de Pessoal Médio sobre Rodas (VBTP-MR) em tarefas especializadas. As actividades decorrem no Centro de Avaliações do Exército (CAEx) e envolvem vários órgãos militares e industriais ligados ao desenvolvimento deste sistema de defesa.

Coordenação, calendário e entidades participantes

A campanha de avaliações teve início a 27 de abril no Campo de Provas da Marambaia, sob coordenação do Laboratório de Ensaios Veiculares (LEV) do CAEx, em articulação com a Directoria de Fabricação (DF). O trabalho integra as acções conduzidas pela Directoria de Material de Engenharia (DME), entidade que detém a responsabilidade pelo desenvolvimento do Material de Emprego Militar (MEM) associado a esta variante em particular. O projecto reforça a colaboração entre a força terrestre e a base industrial de defesa, com foco no progresso tecnológico nacional.

Instrumentação do veículo e apoio do BEsE

Os ensaios contam com suporte técnico de militares do Batalhão Escola de Engenharia (BEsE) e arrancaram imediatamente após o fecho da fase de instrumentação da viatura, concluída a 10 de abril. Esta etapa anterior, realizada pela IVECO, foi considerada decisiva para assegurar que a informação recolhida durante os testes seja exacta e fiável. Com a instrumentação devidamente instalada, os engenheiros conseguem sustentar as análises técnicas seguintes com evidência robusta de desempenho.

Implementos de engenharia e testes dinâmicos

Na etapa agora em curso, o Guarani foi equipado com implementos de engenharia orientados para missões críticas, incluindo desminagem de áreas, limpeza de superfícies e marcação de terreno. Os ensaios incluem provas de aceleração, verificação de velocidade máxima e mínima, bem como a aptidão para vencer rampas e obstáculos escalonados. Está também a ser apurado o raio de viragem do veículo, entre outras verificações dinâmicas destinadas a testar a funcionalidade dos novos equipamentos integrados na plataforma de base.

Todos os procedimentos seguem normas padronizadas, garantindo rastreabilidade e repetibilidade dos resultados obtidos no terreno. Estes parâmetros são indispensáveis para sustentar as análises técnicas da instituição e apoiar decisões estratégicas sobre a eventual incorporação definitiva do sistema. A objectividade dos dados recolhidos assegura que o emprego do veículo em ambiente de combate cumpre os exigentes requisitos operacionais do Exército Brasileiro.

Programa Guarani, contexto e características técnicas

Este ciclo de testes enquadra-se num esforço mais amplo de consolidação da família de viaturas blindadas sobre rodas no Brasil. A iniciativa, desenvolvida em parceria com a IVECO Defence Vehicles, responde a uma necessidade estratégica de ampliar as capacidades da engenharia militar em cenários de elevada complexidade. Ao diversificar as variantes do Guarani, a força terrestre passa a dispor de soluções para múltiplos contextos, desde missões de paz até conflitos convencionais.

A versão de engenharia mantém as características estruturais da configuração de transporte de tropas, preservando a tracção 6×6. O conjunto é movido por um motor diesel com cerca de 383 cavalos de potência, atingindo uma velocidade máxima próxima de 110 km/h e uma autonomia superior a 600 quilómetros. Estes valores asseguram a mobilidade necessária para acompanhar unidades de infantaria e cavalaria nas operações de apoio ao combate.

Para além do desempenho mecânico, o modelo recebeu alterações específicas, como a integração de sistemas de limpeza, lâminas frontais e equipamentos destinados à remoção de obstáculos físicos. Apesar da instalação destes implementos pesados, a viatura mantém níveis de protecção balística alinhados com padrões internacionais de segurança. O equilíbrio entre protecção, mobilidade e capacidade de execução de trabalhos de engenharia é determinante para o sucesso técnico desta nova fase do projecto Guarani.

Créditos da imagem: Centro de Avaliação do Exército.

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