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O Ministério da Defesa da Austrália informou, através de um comunicado, que o Exército Australiano irá ampliar a sua capacidade de ataque de longo alcance com a aquisição de novos sistemas HIMARS (High Mobility Artillery Rocket System) e de mísseis balísticos PrSM (Precision Strike Missile). Esta medida integra um investimento anunciado pelo governo de Anthony Albanese e pretende reforçar a aptidão das Forças de Defesa da Austrália (ADF) para actuarem no teatro regional com sistemas terrestres de precisão e maior alcance.
Reforço do ataque de longo alcance do Exército Australiano
A decisão prevê um investimento de 2.300 milhões de dólares ao longo da próxima década e contempla a criação de um segundo regimento de fogos de longo alcance no complexo de defesa de Edinburgh, no sul da Austrália. O avanço surge após um processo de avaliação competitivo conduzido pelo Departamento de Defesa australiano, em consonância com as orientações definidas pela Estratégia Nacional de Defesa 2026.
De acordo com essa estratégia, a Austrália precisa de aumentar a sua capacidade de ataque a longa distância para assegurar a defesa do território e responder a eventuais contingências no seu ambiente estratégico. Com um segundo regimento, as ADF passarão a poder atingir alvos a distâncias até 500 quilómetros, com a expectativa de ultrapassar os 1.000 quilómetros à medida que evoluírem versões futuras do míssil PrSM.
Plano Integrado de Investimentos 2026 e integração entre ramos
O programa enquadra-se igualmente no Plano Integrado de Investimentos 2026, que prevê um desembolso de até 37.000 milhões de dólares em dez anos para reforçar as capacidades de ataque de precisão e de aquisição de alvos da Marinha, do Exército e da Força Aérea. Este esforço inclui também o desenvolvimento de sistemas de dados e tecnologias destinados a integrar as capacidades das diferentes componentes das forças armadas.
Emprego operacional e exercícios com HIMARS e PrSM
Os sistemas HIMARS já estão ao serviço do Exército Australiano no âmbito do primeiro regimento de fogos de longo alcance e têm sido utilizados em exercícios recentes. Durante o exercício multinacional Talisman Sabre 2025, a Austrália efectuou o primeiro lançamento de um míssil PrSM a partir de um lançador M142 HIMARS no campo de treino de Mount Bundey, no Território do Norte, assinalando um passo relevante no processo de modernização militar.
Desenvolvimento local australiano
Em paralelo, o governo australiano está a avançar com a criação de uma indústria nacional de fabrico de mísseis, que incluirá a produção local de vectores compatíveis com os lançadores HIMARS. Neste contexto, foi confirmado que o primeiro míssil GMLRS (Guided Multiple Launch Rocket System) de fabrico australiano foi testado recentemente, ao mesmo tempo que a Austrália e os Estados Unidos estabeleceram um programa de cooperação para o desenvolvimento e a futura produção do míssil PrSM.
O reforço destas capacidades está também ligado a entendimentos anteriores com Washington, incluindo a autorização, em outubro de 2025, de uma possível venda adicional de sistemas HIMARS ao abrigo do Programa de Vendas Militares ao Estrangeiro (FMS), avaliada em 705 milhões de dólares. Esta operação consolidou o caminho para aumentar o número de lançadores disponíveis no Exército Australiano.
O vice-primeiro-ministro australiano, Richard Marles, afirmou: “Este é um investimento decisivo na capacidade de ataque de longo alcance da Austrália, que fortalecerá as nossas Forças de Defesa e ajudará a manter os australianos em segurança”. Por seu lado, o ministro da Indústria de Defesa, Pat Conroy, declarou: “Para defender a Austrália, o nosso Exército precisa de uma capacidade de ataque de longo alcance mais robusta, e estamos a fornecê-la”, sublinhando ainda que a iniciativa criará novas oportunidades para a produção local de mísseis PrSM.
Imagem de capa obtida junto do Ministério da Defesa da Austrália.
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