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Armada das Filipinas confirma chegada do primeiro patrulheiro oceânico do programa de modernização da frota de superfície

Oficial da marinha com uniforme branco segura mapa perto de navio de guerra ancorado no mar ao pôr do sol.

A Armada das Filipinas deu mais um passo no processo de modernização da sua frota de superfície ao confirmar a chegada ao país do seu primeiro patrulheiro oceânico, integrado num programa de construção naval desenvolvido em parceria com empresas e estaleiros da Coreia do Sul. A embarcação - que deverá ser oficialmente baptizada em breve como BRP Rajah Sulayman (PS-20) - entrou em águas filipinas a 17 de Janeiro, depois de concluir a travessia a partir do Leste Asiático. Com esta incorporação, Manila procura aumentar a capacidade de vigilância, controlo marítimo e presença prolongada em áreas de elevado interesse estratégico.

Recepção em Zambales e procedimentos pós-entrega do BRP Rajah Sulayman

Segundo a informação divulgada pela Armada das Filipinas, o navio foi recebido em águas próximas da província de Zambales pela fragata com mísseis BRP Jose Rizal (FF-150), em linha com os procedimentos navais habituais aplicados à entrada de novas unidades no espaço marítimo nacional. Concluídas as manobras de coordenação no mar, o patrulheiro seguirá para um conjunto de actividades pós-entrega, que inclui inspecções técnicas, testes de sistemas e avaliações operacionais.

Aceitação, pré-comissionamento e reforço da vigilância na Zona Económica Exclusiva (ZEE)

Nesta fase, o futuro BRP *Rajah Sulayman* avançará para os processos formais de aceitação e pré-comissionamento, etapas indispensáveis antes da integração oficial no serviço activo. As autoridades filipinas sublinham que esta plataforma se enquadra no objectivo de consolidar uma força naval mais moderna, mais flexível e apta a actuar em múltiplos domínios, com enfoque em patrulhamento oceânico, controlo da Zona Económica Exclusiva (ZEE) e apoio directo a operações de segurança marítima.

Em paralelo, a entrada de um navio deste tipo tende a exigir um ciclo de preparação que vai além dos ensaios técnicos: formação específica das guarnições, validação de procedimentos de bordo e criação de rotinas de manutenção para assegurar disponibilidade sustentada. Este trabalho é decisivo para que os ganhos de autonomia e de sensores modernos se traduzam, na prática, em maior persistência no mar e melhor desempenho em missões de interdição e controlo.

Programa com até seis patrulheiros oceânicos e progresso do contrato na Coreia do Sul

A chegada da primeira unidade desta classe ocorre poucos meses depois do lançamento à água, na Coreia do Sul, do segundo patrulheiro oceânico previsto no mesmo programa, sinalizando o avanço contínuo do contrato e o cumprimento dos prazos estabelecidos.

Importa ainda notar que estes dois navios integram um plano mais abrangente que prevê a aquisição de até seis patrulheiros oceânicos, entre outros sistemas, com o propósito de renovar e ampliar, a médio prazo, a frota de superfície da Armada das Filipinas. A intenção é ultrapassar limitações históricas em matéria de vigilância oceânica, dotando a Marinha de unidades capazes de operar por períodos prolongados em alto-mar, apoiadas por maior autonomia, sensores actualizados e melhores condições para missões de interdição, controlo e presença dissuasora na ZEE.

Este reforço de meios também tem impacto na capacidade de coordenação com outras estruturas nacionais e regionais, nomeadamente na partilha de informação e na resposta a incidentes no domínio marítimo. Uma presença mais consistente em áreas remotas tende a melhorar a detecção precoce de actividades ilícitas e a aumentar a capacidade de actuação rápida, contribuindo para uma postura de vigilância mais credível e contínua.

Complemento com fragatas classe Jose Rizal e outras plataformas de apoio

Na mesma linha, este esforço é complementado por aquisições recentes, como as fragatas com mísseis da classe *Jose Rizal. No final de *2025, foram encomendadas **mais duas unidades, que também serão construídas em estaleiros sul-coreanos, a par de iniciativas associadas a patrulheiros, navios logísticos e plataformas de apoio, com vista a aumentar a capacidade global de sustentação e presença naval.

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