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Dacia Hipster Concept antecipa o elétrico mais barato da marca

Carro elétrico verde Hipster EV estacionado em espaço branco com cabo de carregamento alaranjado e amostras de materiais.

O que torna este carro especial?

A Europa está a viver um período de viragem. As mudanças não passam só pela mobilidade, mas também pelos hábitos do dia a dia - e o setor automóvel está a ajustar-se a esse novo ritmo.

É nesse contexto que a Dacia, marca reconhecida por entregar “o melhor valor pelo custo”, apresentou um novo concept com uma missão muito direta: voltar a pensar o verdadeiro automóvel do povo.

A mesma marca que, há mais de 20 anos, quis pôr no mercado um familiar por 5000 euros, surge agora com o Hipster Concept, um elétrico que quer ser tão acessível quanto o Logan foi no início do século.

“Este é o projeto mais Dacia em que alguma vez trabalhei. Tem o mesmo impacto social que o Logan teve há 20 anos.” Romain Gauvin, Diretor de Design Avançado e Design Exterior da Dacia

Ainda assim, não conte com preços na ordem dos 5000 euros… Eis o que se sabe sobre o novo concept:

O Dacia Hipster tem apenas três metros de comprimento, 1,55 m de largura e 1,52 m de altura, mas promete levar até quatro adultos. A bagageira varia entre 70 litros e 500 litros, consoante a posição dos bancos.

Além das dimensões compactas - mais curto do que os kei car japoneses, embora mais largo -, o Hipster Concept é 20% mais leve do que o Dacia Spring. O peso fica abaixo dos 800 kg.

Menos peso traduz-se em menos matérias-primas, menos energia gasta no fabrico e menos energia para circular, o que ajuda a cortar para metade a pegada de carbono face aos elétricos atuais.

A simplicidade nota-se também no desenho: um bloco compacto, apoiado em quatro rodas colocadas nos cantos, com linhas limpas e sem enfeites. À frente, surgem faróis horizontais e um aspeto robusto, mas amigável. Atrás, o portão da bagageira ocupa toda a largura do carro e abre em duas partes, tornando mais fácil o acesso ao espaço de carga.

Como noutros modelos da marca, aparecem soluções inteligentes para baixar custos e reduzir peso. Os farolins estão integrados no vidro traseiro, dispensando componentes extra, e os puxadores tradicionais são substituídos por correias, mais leves e funcionais.

Só três partes da carroçaria receberam pintura: a dianteira e as entradas das portas laterais. O resto mantém a cor natural do material.

No habitáculo, cada centímetro foi aproveitado. As janelas são verticais, os bancos exibem a estrutura e usam tecido técnico. O banco da frente é corrido, numa piscadela aos carros populares de outros tempos, e a bagageira continua a poder ir dos 70 aos 500 litros graças ao banco traseiro rebatível.

A tecnologia segue a lógica BYOD - Bring Your Own Device - e dispensa ecrã central. O smartphone do utilizador faz de sistema de infoentretenimento e pode até funcionar como chave digital.

Quando chega?

Para já, o Dacia Hipster Concept é isso mesmo: um concept. A marca diz que foi pensado com viabilidade industrial em mente, mas ainda há detalhes por acertar, sobretudo no cumprimento de regulamentos.

E embora tenha sido desenhado antes do anúncio de Ursula Von der Leyen sobre o E-Car europeu, o Hipster permite imaginar como essa categoria poderá ser. Também antecipa o caminho que a marca romena parece querer seguir: elétricos acessíveis, simples, práticos e sustentáveis.

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