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USS *Nimitz* continua no Pacífico rumo à circumnavegação da América do Sul

Porta-aviões no mar com aviões na pista, barcos militares e helicóptero em redor ao pôr do sol.

Poucos dias depois de ter iniciado a viagem com destino à Base Naval de Norfolk, na costa Leste dos Estados Unidos, o porta-aviões nuclear USS Nimitz (Marinha dos EUA) mantém-se em navegação no oceano Pacífico, com a intenção de contornar a América do Sul. Apesar de se ter admitido que esta poderia ser uma das suas derradeiras comissões operacionais após mais de cinquenta anos de serviço, informações recentes apontam para uma extensão da actividade do navio por mais alguns meses, abrindo espaço para uma possível nova data de retirada em 2027.

Da Base Naval Kitsap-Bremerton ao Pacífico: preparação e ritmo de operações do USS Nimitz

O USS Nimitz largou da Base Naval Kitsap-Bremerton, no estado de Washington, a 7 de Março e, após uma escala recente em San Diego, prossegue agora no Pacífico. Ao longo do trânsito, o navio tem conduzido operações e treinos com elementos da sua Ala Aérea Embarcada, consolidando procedimentos de convés e rotinas de missão antes de se aproximar das águas sul-americanas.

Ala Aérea Embarcada: E/A-18G Growler e MH-60S Sea Hawk em acção

De acordo com o que foi divulgado pela força, no dia 16 de Março aeronaves de ataque electrónico E/A-18G Growler, atribuídas ao Esquadrão de Ataque Electrónico n.º 139 “Cougars”, executaram operações de voo no convés do porta-aviões, com foco na integração de descolagens, recuperações e coordenação com a equipa de operações de convés.

Em paralelo, também foram registadas actividades com a destacamento de helicópteros embarcados MH-60S Sea Hawk, pertencentes ao Esquadrão de Combate Marítimo de Helicópteros (HSC) 6 “Indians”, reforçando capacidades típicas de apoio marítimo, transporte, reabastecimento vertical e missões de utilidade geral.

Defesa de ponto: exercícios com munição real do CIWS Phalanx Mk15

As acções a bordo não se concentraram apenas na operação e projecção das aeronaves embarcadas. Uma parte relevante do treino esteve direccionada para os sistemas de defesa de ponto do navio, tendo sido referidos exercícios com munição real conduzidos pelos sistemas CIWS Phalanx Mk15, essenciais para a protecção de última linha contra ameaças aéreas e de superfície a curta distância.

Expectativa na região e PASSEX com o porta-aviões (PASSEX) ao largo da América do Sul

À medida que o USS Nimitz se aproxima das costas da América do Sul, a atenção gerada pela sua passagem é evidente entre as marinhas da região. O objectivo passa por avançar com a realização de exercícios do tipo PASSEX com o porta-aviões, à semelhança do que ocorreu em 2024, quando o USS George Washington liderou o destacamento Southern Seas, integrado num itinerário mais amplo que o levou até ao Japão.

O que está em jogo na vida operacional do USS Nimitz até 2027

A eventual extensão do calendário do USS Nimitz até 2027 tem impacto directo no planeamento de disponibilidade de porta-aviões da Marinha dos EUA, influenciando ciclos de manutenção, rotação de tripulações e calendarização de exercícios com aliados e parceiros. Para uma unidade com décadas de serviço, manter a prontidão implica uma gestão rigorosa de sistemas, componentes e certificações operacionais, sobretudo quando combinada com longos trânsitos e elevada cadência de treino.

Rotas e interoperabilidade: valor prático do PASSEX durante a circumnavegação

Uma circumnavegação da América do Sul oferece condições particularmente úteis para testar interoperabilidade em diferentes teatros marítimos e condições meteorológicas, além de validar coordenação táctica e comunicações com marinhas parceiras. Num PASSEX, é comum praticar manobras de formação, comunicações padronizadas, procedimentos de reabastecimento e integração de meios aéreos e de superfície - competências que ganham relevância quando um porta-aviões actua como núcleo de uma força naval mais alargada.

Fotografias: Marinha dos Estados Unidos (US Navy).

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