A Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis (ACEA) já publicou os números do mercado automóvel europeu relativos a fevereiro de 2026 e, depois do recuo de 3,9% em janeiro, os indicadores apontam para um regresso ao crescimento.
No segundo mês do ano, as matrículas de automóveis ligeiros de passageiros avançaram 1,7% em comparação com fevereiro de 2025, atingindo 979 321 unidades no total da UE, EFTA e Reino Unido - sendo que 865 437 foram registadas na União Europeia.
Entre os mercados de maior peso, a Itália foi o principal motor da subida, com +14%, seguindo-se Espanha (+7,5%), Reino Unido (+7,2%) e Alemanha (+3,8%). A nota dissonante voltou a ser a França, o único grande mercado europeu em queda, com uma descida marcada de 14,7%.
Um dado que ajuda a enquadrar estas variações é a sensibilidade do setor a fatores como o custo do crédito, a confiança dos consumidores e o calendário de campanhas comerciais. Alterações nos incentivos à compra e na disponibilidade de versões mais procuradas também podem deslocar volumes entre marcas e mercados de um mês para o outro, mesmo quando o total do mercado automóvel europeu se mantém relativamente estável.
Mercado automóvel europeu: Volkswagen, Skoda e o Top 10
Volkswagen mantém liderança
Como era esperado, a Volkswagen terminou fevereiro na primeira posição do mercado europeu, com 100 401 unidades registadas, mantendo uma margem confortável para o segundo lugar. Ainda assim, a marca alemã acompanhou a tendência de várias das 10 marcas mais vendidas, ao apresentar uma descida de 4,2% face ao período homólogo.
O grande destaque do mês foi, porém, a Skoda. A marca checa aumentou as matriculações em 18,7% - a maior subida dentro do Top 10 - alcançando 65 847 unidades. Com este desempenho, reforça o segundo lugar e amplia a distância para a Toyota, que ocupava essa posição no mesmo mês do ano anterior, mas que agora fecha o pódio com 62 714 unidades (-2,9%).
Apesar de o mercado ter crescido ligeiramente em fevereiro, foram poucas as marcas do Top 10 a conseguir terminar no verde. Para além da Skoda, apenas a Audi (+3%) e a Kia (+2,7%) conseguiram registar aumentos.
As quebras mais pesadas ficaram a cargo da Dacia (-23,4%), da Peugeot (-10,1%) e da Renault (-7,3%). A marca romena atravessa um arranque de ano complicado e está agora próxima de sair do Top 10: mantém cerca de 2000 unidades de vantagem sobre a FIAT, que teve um salto de 49,4% em fevereiro.
Fora do Top 10, a evolução mais impressionante pertenceu à BYD (+162,3%). A Opel também apresentou um resultado muito positivo (+30,5%). No sentido oposto, a Mitsubishi (-47,6%) e a Jaguar (-99,8%) - que atualmente não tem carros à venda - registaram as descidas mais expressivas.
Vale ainda notar que, para além das oscilações mensais, o desempenho de várias marcas tem sido influenciado pela rapidez com que renovam gamas, introduzem novas motorizações e ajustam estratégias de preço. Num contexto de transição tecnológica no setor automóvel, estes elementos podem ter impacto direto nas matrículas e na capacidade de manter posições dentro do Top 10.
E no acumulado do ano?
O acumulado do ano continua, apesar da recuperação de fevereiro, ligeiramente abaixo do ano anterior: o mercado segue no vermelho com -1%, somando 1,9 milhões de unidades. Entre as marcas mais vendidas, o quadro é muito semelhante ao observado em fevereiro: a Volkswagen permanece na liderança, a Skoda confirma o segundo lugar e a Toyota mantém-se em terceiro. No Top 3, a marca checa volta a ser a única a crescer, com +14%.
Também no acumulado, fora do Top 10, a BYD repete o estatuto de maior subida, com +162,7%, enquanto a Jaguar fecha o ano com uma queda de 99,5%.
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