Em outubro, a Xiaomi voltou a ganhar terreno no mercado chinês - o único onde, por agora, opera no setor automóvel. Dados divulgados pela China Passenger Cars Association (CPCA) indicam que o fabricante entregou 48 654 veículos de novas energias (NEV) durante o mês.
Deste volume, 33 662 unidades foram do YU7, um SUV elétrico cuja autonomia máxima é anunciada em até 835 km no ciclo chinês CLTC (mais permissivo do que outros padrões usados noutros mercados).
Xiaomi YU7 e a comparação com o Tesla Model Y na China
Segundo analistas do ECC Intelligence Bureau, citados pelo IT-Home, as vendas do Xiaomi YU7 terão mesmo ficado acima das do Tesla Model Y em outubro. No mesmo período, a Tesla terá produzido 61 500 veículos no total; porém, apenas 26 mil unidades (somando Model Y e Model 3) foram efetivamente vendidas na China, já que o restante foi destinado à exportação.
Embora não exista um detalhe oficial com a repartição exata por modelo, o total de vendas domésticas reportado pela Tesla permite inferir que o YU7 conseguiu superar o desempenho interno do Model Y nesse mês.
Desde o lançamento, o YU7 já acumulou mais de 70 mil unidades vendidas, reforçando a boa receção do SUV elétrico junto dos consumidores chineses. Entre as razões apontadas para este resultado está a utilização de software próprio da Xiaomi e a integração com sistemas eletrónicos de consumo desenvolvidos pela marca, características que têm apelado, sobretudo, a compradores mais jovens.
A aposta na conectividade e em atualizações remotas tem pesado cada vez mais na decisão de compra: a experiência no interior, a integração com o ecossistema digital e a evolução contínua de funcionalidades via atualizações são hoje argumentos tão relevantes quanto potência ou autonomia em muitos segmentos.
Também vale a pena notar que a leitura do ciclo CLTC ajuda a enquadrar os números de autonomia divulgados na China: por ser um teste mais favorável, os valores anunciados tendem a ser superiores aos que se veriam noutros ciclos. Ainda assim, estes indicadores continuam a ser um fator de marketing e comparação muito usado no mercado chinês.
O mercado automóvel na China
No total do mês, foram comercializados 2,24 milhões de veículos de passageiros na China, o que representa uma descida de 0,8% face ao mesmo período do ano anterior, de acordo com a CPCA. Dentro desse total, 1,61 milhões corresponderam a veículos de novas energias - elétricos, híbridos plug-in e modelos de pilha de combustível -, traduzindo um crescimento de 16% em termos homólogos.
Para referência, a BYD registou no mês passado 436 856 vendas de automóveis de novas energias. Ainda assim, importa sublinhar a diferença de oferta: a BYD vende tanto elétricos como híbridos plug-in, enquanto a Xiaomi, neste momento, disponibiliza na sua gama apenas dois modelos elétricos.
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