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Chegaram ao Uruguai os primeiros **Embraer A-29 Super Tucano** da **Força Aérea Uruguaia (FAU)**

Dois militares da força aérea junto a avião de treinamento no aeroporto ao ar livre ao entardecer.

No dia 18, as duas primeiras aeronaves Embraer A-29 Super Tucano, com as matrículas de cauda FAU 250 e FAU 251, aterraram no Uruguai para integrarem oficialmente a Força Aérea Uruguaia (FAU). Produzidos pela empresa brasileira Embraer, estes aparelhos foram acompanhados por dois aviões de ataque Cessna A-37 Dragonfly, numa escolta com forte valor simbólico de receção e integração na força.

A entrada em serviço destes aviões assinala um passo determinante no programa de renovação da frota e no alargamento das capacidades operacionais da instituição. Com esta chegada, a FAU dá um salto qualitativo nas vertentes de combate, instrução e patrulhamento, abrindo uma nova fase para a aviação militar uruguaia.

Aceitação no Brasil e apresentação oficial na Base Aérea Tte. 2.º Mario W. Parallada

O processo de aceitação dos A-29 Super Tucano ficou concluído poucos dias antes, nas instalações da Embraer em Gavião Peixoto (Brasil). Aí, pilotos uruguaios e técnicos da empresa realizaram ensaios de desempenho e confirmaram a configuração final dos sistemas. Após a assinatura da documentação necessária, as aeronaves iniciaram o voo de transferência para território nacional.

Segundo a FAU, a apresentação oficial dos novos aparelhos está agendada para 24 de fevereiro, na Base Aérea Tte. 2.º Mario W. Parallada, sede do Esquadrão Aéreo n.º 2 (Caça).

Contrato de 2024: seis aeronaves, simulador e apoio logístico completo

O contrato, formalizado no final de 2024, prevê a entrega de seis aeronaves Embraer A-29 Super Tucano, acompanhadas por um pacote logístico abrangente que inclui um simulador de voo, equipamento de missão e suporte técnico integral.

Para a Embraer, este momento reforça uma ligação com mais de cinco décadas ao Uruguai, que foi o primeiro país estrangeiro a adquirir um avião da empresa. A este propósito, Bosco da Costa Júnior, Presidente e Diretor-Executivo da Embraer Defesa & Segurança, afirmou: “É uma honra entregar as primeiras aeronaves A-29 Super Tucano à Força Aérea Uruguaia. Este marco fortalece uma parceria consolidada ao longo de mais de 50 anos.”

Impacto operacional e tecnológico na Força Aérea Uruguaia (FAU)

Do lado uruguaio, o General do Ar Fernando Colina, Comandante-em-Chefe da instituição, sublinhou a relevância estratégica desta aquisição. “A chegada do Super Tucano representa uma transformação operacional e tecnológica para a nossa Força Aérea. Com esta aquisição, o Uruguai posiciona-se na região com uma aeronave que opera em 22 forças aéreas em todo o mundo, com tecnologia avançada e custos de operação adequados”, destacou o oficial, salientando o efeito destes sistemas na defesa nacional.

Substituição do FMA IA-58 Pucará e transição progressiva do A-37B Dragonfly

Com a sua entrada em serviço, o Super Tucano vem substituir o retirado FMA IA-58 Pucará e, de forma progressiva, o A-37B Dragonfly, elevando de modo significativo a capacidade de resposta da FAU em missões de treino avançado, patrulhamento e controlo do espaço aéreo.

Versáteis, fiáveis e com custos de operação controlados, estes aviões permitirão ao Uruguai recuperar e robustecer o seu poder aéreo, reafirmando o compromisso com a segurança, a soberania e a modernização da defesa nacional.

Integração, formação e sustentação operacional do A-29

A incorporação dos Embraer A-29 Super Tucano implica também um esforço estruturado de adaptação: preparação de tripulações, atualização de procedimentos táticos e consolidação de rotinas de manutenção alinhadas com o novo pacote de suporte. A disponibilidade de simulador de voo é particularmente relevante para acelerar a formação e reduzir horas de voo em treino, ao mesmo tempo que aumenta a segurança e a eficiência na transição para o novo sistema.

Além disso, ao operar um modelo amplamente utilizado internacionalmente, a FAU ganha margem para aprofundar a interoperabilidade em exercícios e missões combinadas, beneficiando de um ecossistema mais alargado de conhecimento, doutrina e práticas de sustentação, algo especialmente importante para garantir continuidade operacional ao longo de todo o ciclo de vida das aeronaves.

Créditos da imagem: Embraer.

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