Nas últimas quatro semanas, o preço dos combustíveis voltou a subir de forma consecutiva, com especial destaque para o gasóleo simples. Ainda assim, a tendência deverá inverter-se já na próxima semana.
Segundo as previsões avançadas pelo setor, no arranque da próxima semana - 1 de dezembro - o gasóleo simples deverá ficar 7 cêntimos por litro mais barato, enquanto a gasolina simples deverá registar uma descida na ordem dos 3,5 cêntimos por litro (fonte: ACP).
Se estas estimativas se confirmarem, a partir da próxima segunda-feira o preço médio do gasóleo simples deverá recuar para 1,565 €/l, ao passo que o preço médio da gasolina simples deverá situar-se nos 1,685 €/l.
Como são calculados estes valores (DGEG) no preço dos combustíveis
Estas contas são feitas com base nos números publicados pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) - neste caso, os dados referentes à quinta-feira, 27 de novembro.
Importa também sublinhar que os valores divulgados pela DGEG já refletem: - os descontos aplicados pelas gasolineiras; - bem como as medidas do Governo que estão atualmente em vigor.
Mesmo assim, convém ter presente que estes valores não correspondem, necessariamente, ao que irá encontrar no posto onde abastece. Tratam-se de referências médias e indicativas, uma vez que os revendedores têm autonomia para definirem os preços que considerarem mais adequados.
Além disso, as oscilações semanais podem ser influenciadas por vários fatores, como a evolução das cotações internacionais dos produtos refinados, custos de logística e distribuição e, em alguns casos, a própria dinâmica concorrencial local entre postos.
Para quem pretende reduzir o impacto no orçamento, pode compensar comparar preços entre postos na mesma zona (por exemplo, em diferentes saídas de uma via rápida) e planear o abastecimento em função das variações previstas para o início de cada semana.
Medidas do governo em vigor
Mantêm-se ativas, desde 2022, as medidas do Governo criadas para aliviar a subida do preço dos combustíveis, incidindo sobretudo sobre o ISP.
Apesar de o ISP ter aumentado este ano 3 cêntimos por litro, a descida do valor da taxa de carbono evitou mudanças na carga fiscal global aplicada aos combustíveis.
Desta forma, a soma dos vários “descontos fiscais” traduz-se, atualmente, numa redução de: - 17,6 cêntimos por litro no gasóleo; - 19,2 cêntimos por litro na gasolina.
O cenário para o próximo ano aponta, contudo, para uma possível pressão em alta no preço dos combustíveis, depois de Bruxelas ter exigido a Portugal o fim do “bónus” no ISP. Este impacto poderá atingir até oito euros por depósito. Para já, não foram anunciadas alterações.
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