Esta semana na ciência: surgem propostas para padronizar a forma de medir o consumo de cannábis; uns gigantes enigmáticos do passado podem representar um tipo de vida sem equivalente actual; foi identificada a mais antiga arte rupestre conhecida; e há ainda novidades sobre bactérias intestinais, um açúcar natural promissor e a vacina contra o herpes zóster.
Além de alimentarem a curiosidade, estes trabalhos mostram como a ciência avança por comparação e por normas: quando há uma unidade comum (como unidades de THC) ou critérios sólidos de classificação (como na análise de fósseis), torna-se mais fácil interpretar resultados, discutir riscos e tomar decisões clínicas e sociais com base em dados.
Investigadores propõem uma medida-padrão para o consumo de cannábis com unidades de THC
Cientistas no Reino Unido calcularam uma forma de padronizar o consumo de cannábis através de unidades de THC, o que pode ajudar utilizadores e profissionais de saúde a acompanhar melhor a dose ingerida.
De acordo com as novas estimativas, um cigarro de 0,45 g de cannabis herbácea potente poderá conter cerca de 12,78 unidades-padrão de THC, enquanto uma variante mais fraca, com sementes, pode ficar por aproximadamente 3,78 unidades de THC.
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Descoberta na caverna indonésia revela a mais antiga arte rupestre conhecida
A arte rupestre mais antiga de que há registo foi identificada numa caverna na Indonésia, com uma datação mínima de 67 800 anos.
“O que estamos a ver na Indonésia provavelmente não é uma sequência de surpresas isoladas, mas sim a revelação gradual de uma tradição cultural muito mais profunda e antiga, que simplesmente esteve invisível para nós até há pouco tempo”, afirmou o arqueólogo Maxime Aubert, da Griffith University, na Austrália, que co-liderou a investigação, em declarações ao portal ScienceAlert.
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Prototaxites: gigantes misteriosos poderão ser um tipo de vida totalmente novo que já desapareceu
Um novo estudo conclui que Prototaxites - organismos com cerca de 8 m de altura que viveram há 400 milhões de anos - não encaixa em nenhuma categoria de seres vivos conhecida na actualidade.
Com base numa revisão detalhada da anatomia microscópica e numa análise química das suas estruturas tubulares, a equipa foi excluindo, de forma sistemática, todos os grupos candidatos, sem encontrar qualquer organismo moderno com o qual pudesse existir uma relação ancestral plausível.
Fungos? A hipótese foi afastada devido à forma singular como a sua anatomia se interliga.
Planta ou alga? Pouco provável, atendendo à sua composição química.
Uma combinação dos dois, como um líquen? A estrutura anatómica não corresponde.
Um animal estranho? As paredes celulares praticamente eliminam essa possibilidade.
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Estudo explica porque algumas pessoas ficam embriagadas sem consumir álcool
As bactérias E. coli e K. pneumoniae foram identificadas como os dois principais microrganismos associados a uma síndrome rara em que o álcool é produzido no intestino após a alimentação.
Os resultados indicam que o alívio poderá passar por favorecer - ou introduzir - outras estirpes de bactérias intestinais que metabolizam etanol com facilidade, recorrendo a alterações alimentares, transplantes fecais ou probióticos.
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Cientistas identificam um açúcar doce, com poucas calorias e que não provoca picos de insulina
Uma equipa de investigadores encontrou um método simples para produzir um açúcar natural chamado tagatose, que tem cerca de 92% da doçura da sacarose, mas apenas 30% das calorias.
O aspecto mais relevante é que, ao contrário da sacarose e de adoçantes artificiais de elevada intensidade, a tagatose não provoca picos de insulina, o que a torna uma opção potencialmente interessante para pessoas com diabetes ou dificuldades de controlo da glicose no sangue.
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Vacina contra o herpes zóster associada a envelhecimento biológico mais lento
Um estudo com 3 800 pessoas com mais de 70 anos associou a vacina contra o herpes zóster a um ritmo mais lento de envelhecimento e a níveis mais baixos de inflamação.
Segundo os autores - os gerontólogos Jung Ki Kim e Eileen Crimmins, da University of Southern California - estes dados sugerem que a vacina poderá ter efeitos “amplos” e duradouros em “processos relacionados com o envelhecimento”.
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Num conjunto tão diverso de resultados, vale a pena lembrar que impactos no dia a dia dependem de contexto: no caso de vacinas e síndromes raras, a orientação clínica continua a ser essencial; já em temas como unidades de THC ou novos adoçantes, a utilidade prática aumenta quando há validação adicional e regras claras de rotulagem e comunicação ao público.
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