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Limpem as lágrimas. Hyundai i30 N pode regressar ainda a queimar gasolina

Carro Hyundai i30N Gas cor azul com detalhes vermelhos exposto em salão moderno e iluminado.

A velha máxima “quando a esmola é grande, o pobre desconfia” aplica-se, mas aqui a informação chega pela mão da britânica Autocar, que cita uma “fonte muito bem colocada” dentro da Hyundai: a marca sul-coreana já estará a trabalhar num sucessor do Hyundai i30 N - e, ao que tudo indica, sem abdicar por completo do motor de combustão.

Os sinais dos tempos, porém, são claros. A próxima solução não deverá ser exclusivamente a gasolina: fala-se num conjunto híbrido, embora ainda não exista confirmação sobre o tipo exacto de electrificação. O essencial é que, depois de termos assistido à saída do i20 N e do i30 N do mercado europeu, a Hyundai parece preparada para voltar a atacar o território dos compactos desportivos.

Mudança de estratégia na Hyundai N

Este eventual regresso marca uma inflexão relevante na Hyundai N. Depois de retirar de cena os seus desportivos a combustão na Europa, a divisão passou a concentrar a oferta em modelos de alto desempenho 100% eléctricos, como o IONIQ 5 N e, mais recentemente, o IONIQ 6 N - ambos com 650 cv.

A notícia também não surge do nada. Antes desta indicação sobre um novo i30 N, Joon Park, o responsável máximo da Hyundai N, já tinha dito à Autocar que a marca nunca descartou definitivamente os motores de combustão.

Pelo contrário, reforçou que a variedade de motorizações continua a estar no centro do plano da divisão. Nas suas palavras, existe a ideia de que a Hyundai N está dedicada apenas aos eléctricos, mas essa leitura não corresponde ao que está a ser preparado internamente.

O que esperar do próximo Hyundai i30 N

Sabe-se que a Hyundai tem prevista uma nova actualização para a geração actual do i30, com apresentação apontada para o próximo ano. Se surgir uma variante N associada a esse passo, a chegada ao mercado poderá acontecer em 2026 ou no início de 2027.

Se se confirmar, o Hyundai i30 N volta a trazer para o segmento um dos compactos desportivos mais aplaudidos dos últimos anos. Lançado em 2017, destacou-se junto da crítica - e também junto da equipa da Razão Automóvel - graças a um chassis muito competente, a um diferencial autoblocante electrónico e a um motor 2.0 turbo que atingiu os 280 cv. Um conjunto que o colocou ombro a ombro com o Volkswagen Golf GTI e outros nomes fortes da categoria.

Ainda não é conhecido o que vai dar vida ao futuro i30 N, mas a Hyundai tem vindo a experimentar uma nova solução de alta performance num protótipo com semelhanças ao Veloster.

Nesse protótipo, o motor aparece montado em posição central, embora nada impeça outras arquitecturas. É uma abordagem que faz lembrar o caminho que a Toyota tem explorado com o protótipo do GR Yaris também com motor central, numa tentativa de avaliar diferentes layouts e ganhos dinâmicos.

Contexto: emissões, prazer de condução e viabilidade comercial

Num cenário europeu cada vez mais exigente em matéria de emissões e ruído, um i30 N electrificado teria de equilibrar desempenho com eficiência. A electrificação pode ajudar a cumprir metas ambientais e, ao mesmo tempo, reforçar a resposta em aceleração - mas também traz desafios, como o aumento de massa e a necessidade de preservar a sensação de condução que tornou o i30 N tão apreciado.

Há ainda um factor de mercado difícil de ignorar: os compactos desportivos continuam a ter um público fiel, mas enfrentam concorrência crescente de versões desportivas electrificadas e de modelos 100% eléctricos. Para a Hyundai N, voltar com um Hyundai i30 N híbrido pode ser uma forma de manter a ligação aos entusiastas que ainda valorizam a combustão, ao mesmo tempo que prepara a transição para o futuro.

O plano até 2030

Para já, a Hyundai limita-se a reafirmar que pretende lançar sete novos modelos N até 2030 e que vai continuar a investigar soluções a combustão, híbridas e eléctricas. Quanto aos detalhes concretos - incluindo mecânicas, configurações e calendário definitivo - deverão ser revelados mais perto do arranque de produção.

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