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Em novembro a BYD encontrou o caminho que a Tesla perdeu

Carro elétrico vermelho BYD numa sala de exposição moderna com estação de carregamento ao lado.

Em novembro, o mercado automóvel português ficou praticamente na mesma, com os ligeiros de passageiros a crescerem apenas 0,4%, somando 16 459 unidades matriculadas. Já no total de veículos ligeiros e pesados, a evolução foi mais favorável: +3,4%, com 19 612 unidades vendidas, de acordo com números da Associação Automóvel de Portugal (ACAP).

No acumulado do ano, o sinal continua a ser positivo. Até ao fim de novembro, registaram-se 204 160 ligeiros de passageiros matriculados, o que representa mais 7,7% do que em 2024. Nos restantes segmentos, os movimentos foram mais contidos: os ligeiros de mercadorias avançaram 0,3% (28 803 unidades) e os pesados subiram 1,7% (6880 unidades).

Num enquadramento mais amplo, estes resultados ajudam a confirmar uma tendência: enquanto o volume total do mercado se mantém relativamente estável mês a mês, a competição entre marcas está cada vez mais intensa, com mudanças frequentes nas posições cimeiras e uma maior diversidade de origens no Top. Além disso, a fase final do ano costuma trazer ajustamentos nas matrículas por razões comerciais e logísticas, o que pode amplificar oscilações pontuais de um mês para o outro.

As 10 marcas mais vendidas no mercado automóvel português

Entre as marcas mais vendidas em novembro, houve alterações logo no topo. Pela segunda vez desde o arranque do ano, a Peugeot não conseguiu segurar a liderança, que passou para a Renault, com 1472 unidades comercializadas, o que corresponde a um crescimento de 15% face ao período homólogo.

A Mercedes-Benz subiu ao segundo lugar ao somar 1377 unidades, traduzindo-se num aumento de 4,2%. A completar o Top 3 ficou a Peugeot, com 1369 unidades matriculadas, mas com uma descida de 13,1% (a única quebra entre as três primeiras).

Ainda assim, a mudança mais marcante no Top 10 de novembro não se limitou ao pódio. A BYD, com 706 unidades registadas, e um crescimento de 110,7% - o maior do Top 10 -, vendeu mais modelos no mês passado do que a Citroën (540 un.) e a Tesla (425 un.), entre outros. Também a Opel sobressaiu pelo salto expressivo, ao atingir 715 unidades registadas, após um crescimento de 84,8%.

No restante Top 10, as posições mantiveram-se relativamente estáveis. A Dacia conservou o quarto lugar, com 1257 unidades, apesar de uma queda de 7%. Logo depois, surgiram BMW, Toyota e Volkswagen, com 1078, 851 e 801 unidades, respetivamente. Nestes três casos, registaram-se recuos de 1,1%, 12,7% e 29,5%. A fechar a lista das 10 marcas mais vendidas em novembro em Portugal apareceu a Hyundai, com 552 unidades e uma variação positiva de 0,7%.

Fora do Top 10 em novembro, o foco recaiu sobretudo noutras marcas chinesas, em particular a XPeng e a Forthing, que apresentaram crescimentos de 100% e 300%, respetivamente. Ainda assim, importa notar que estas marcas são recentes no mercado nacional, pelo que a base de comparação com o ano anterior é naturalmente baixa. A Honda também se destacou, com uma subida relevante de 187,5%.

Além destas, merecem menção a CUPRA (98%), a MG (64,2%) e a Jeep (54,4%). No sentido inverso, entre as descidas mais acentuadas estiveram a Mitsubishi (-35,5%), a Tesla (-46,9%), a Nissan (-41,6%) e a Suzuki (-40%).

E no acumulado do ano?

No período de janeiro a novembro, a Peugeot mantém a liderança em Portugal, com 20 319 unidades registadas e um crescimento de 4,7%.

A Mercedes-Benz consolidou o segundo lugar, ao totalizar 16 357 unidades e um avanço de 8,5%. Já a Dacia ocupa a terceira posição, com 15 807 unidades vendidas (+9,8%).

Fora do Top 10 no acumulado de 2025, destacam-se os desempenhos da Alpine (+820%), da BYD (+115,6%) e da KGM (211%). Em contraciclo, sobressaem as quedas da Suzuki (-49,5%) e da Tesla (-23,9%).

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