A exemplo da Volkswagen, a Mercedes-Benz anunciou que vai recorrer à impressão 3D para fabricar equipamentos médicos e peças unitárias indispensáveis na tecnologia médica.
A marca de Estugarda comunicou esta decisão através de uma nota oficial, explicando que se junta a um esforço onde já estão envolvidas empresas como a SEAT, a Ford, a GM, a Tesla e até a Ferrari.
Mercedes-Benz e impressão 3D: três décadas de know-how
Com cerca de 30 anos de experiência em investigação e aplicação de produção de aditivos (impressão 3D), a entrada da Mercedes-Benz na produção de equipamentos médicos surge como um passo natural.
Na prática, a fabricante alemã já utiliza esta tecnologia para produzir, todos os anos, até 150 mil componentes em plástico e metal.
Capacidade industrial aplicada à tecnologia médica
O foco passa agora por direcionar essa capacidade para utilizações na área da saúde. De acordo com a Mercedes-Benz, é possível mobilizar, nesta “batalha”, os processos habituais de impressão 3D de que a empresa dispõe.
Em termos simples, isto significa que os métodos de impressão 3D usados pela construtora - sinterização seletiva a laser (SLS), modelagem por deposição de material fundido (FDM) e fusão a laser seletiva (SLM) - podem ser aplicados no fabrico de equipamentos médicos.
Do protótipo à utilização: requisitos e validação
Para que componentes produzidos por impressão 3D possam ser adotados em contexto clínico, é essencial garantir aspetos como repetibilidade do processo, resistência mecânica e adequação dos materiais a procedimentos de limpeza e esterilização. Em muitos casos, a rastreabilidade do lote e a documentação técnica são determinantes para uma integração segura na cadeia hospitalar.
Além disso, a colaboração com entidades de saúde e fornecedores especializados tende a ser um passo importante para assegurar que as peças produzidas respondem às necessidades reais no terreno, tanto em termos funcionais como de compatibilidade com equipamentos e normas aplicáveis.
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