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Bentley Continental tem uma versão mais radical a caminho

Automóvel desportivo Bentley verde metálico estacionado em showroom moderno com janelas amplas.

O Bentley Continental GT atravessou recentemente uma mudança profunda: se, até há poucos meses, a gama se apoiava apenas em motorizações puramente a combustão, a mais recente actualização do modelo passou a restringir a oferta a duas variantes híbridas com carregamento externo.

Apesar do salto de potência, o grand tourer britânico deixou para trás o imponente W12 e ficou exclusivamente com o V8. Este surge agora sempre em conjunto com um motor eléctrico e uma bateria de 25,9 kWh, com valores de potência que oscilam entre 680 cv e 782 cv, consoante a versão.

Bentley Continental Supersports: regresso às origens com foco na condução

Ainda assim, tudo indica que o Bentley Continental GT está prestes a “voltar às origens”. A marca divulgou uma antevisão de uma variante mais extrema, mais orientada para uma condução empenhada e, ao que tudo indica, capaz de recuperar a designação Supersports na gama.

Num comunicado, a Bentley deixou no ar a ideia de um regresso importante, cerca de um século depois da primeira aparição desse nome, prometendo um automóvel raro e preparado para oferecer o máximo desempenho - com chegada anunciada para breve.

Embora as imagens pouco revelem, é possível detectar pormenores estéticos mais agressivos. Na dianteira, sobressai um pára-choques redesenhado com novas entradas de ar laterais e uma lâmina aerodinâmica inferior mais pronunciada.

Na traseira, o destaque vai para um ailerão fixo e para um difusor de maiores dimensões, agora a integrar quatro saídas de escape.

O que esperar?

Ser mais radical não implica, obrigatoriamente, superar tudo e todos em cada parâmetro - e a potência pode ser precisamente o melhor exemplo. Ainda sem confirmação oficial, há expectativa de que um eventual novo Supersports dispense o sistema híbrido com carregamento externo, apostando antes numa evolução do 4.0 V8 biturbo, com envio de força apenas ao eixo traseiro.

A concretizar-se essa opção, fala-se numa potência a rondar os 650 cv - um número que fica bem abaixo dos 782 cv da versão híbrida com carregamento externo mais potente.

No entanto, a potência é apenas uma parte da equação. O peso poderá ser um dos grandes trunfos: ao abdicar do sistema híbrido, circulam rumores de um peso em ordem de marcha a rondar as duas toneladas, o que representaria menos cerca de 400 kg face às restantes versões.

Combinando tração traseira, um chassis revisto e uma aerodinâmica optimizada, o futuro Bentley Continental Supersports deverá privilegiar uma resposta mais directa e uma experiência de condução mais envolvente e desportiva.

Importa também olhar para o que costuma acompanhar estas versões de topo: é plausível que a Bentley reforce travões, afinação de suspensão e escolha de pneus, para garantir maior consistência em utilização exigente. Em paralelo, podem surgir ajustes no controlo de estabilidade e nos modos de condução, de modo a permitir maior liberdade dinâmica sem comprometer a segurança.

Outra expectativa razoável passa pela diferenciação visual e funcional face ao Continental GT “regular”, não apenas com elementos aerodinâmicos mais evidentes, mas também com soluções pensadas para melhorar arrefecimento e eficiência a alta velocidade - como condutas adicionais e grelhas específicas, alinhadas com o posicionamento mais radical.

Produção limitada

À semelhança do que aconteceu na geração anterior, tudo aponta para uma produção limitada do novo Bentley Continental Supersports. Como é habitual nestes modelos de carácter exclusivo, isso deverá reflectir-se no preço, que tenderá a posicionar-se acima dos mais de 280 mil euros pedidos pelas versões consideradas “normais”.

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