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Atrasos e adiamentos na Europa refutados pela BYD

Carro elétrico branco elegante estacionado perto de posto de carregamento com bandeiras europeias ao fundo.

Dois dias após a Reuters ter noticiado que a fábrica da BYD na Hungria apenas deverá iniciar a produção em 2026, o construtor chinês veio contrariar essa informação e reafirmar que o arranque acontece ainda este ano. Assim, a primeira fábrica de uma marca chinesa na Europa deverá mesmo começar a produzir antes do final de 2025.

Em declarações ao Global Times, a BYD respondeu aos rumores sobre eventuais reduções na produção, sublinhando que a sua estratégia para a Europa “é de longo prazo” e que o projeto “se mantém no calendário original”. A empresa garantiu igualmente que a capacidade anual prevista de 300 mil unidades não sofre alterações e acrescentou que está a decorrer a certificação de 150 fornecedores europeus, que irão sustentar a produção local.

Expansão da BYD na Europa mantém-se no ritmo

Apesar das especulações, o processo de expansão global da BYD continua a avançar. A marca já opera em mais de 20 mercados europeus e, mais recentemente, entrou em países como Roménia, Eslováquia, Croácia, Sérvia e Estónia.

Com este crescimento, ganha também relevância a consolidação de operações locais: além da produção, a BYD tem vindo a reforçar canais de distribuição, assistência pós-venda e disponibilidade de peças, aspetos essenciais para sustentar volumes mais elevados e reduzir tempos de resposta ao cliente. Esta componente operacional tende a ser particularmente importante à medida que a presença da marca se alarga a mercados europeus com diferentes exigências regulatórias e perfis de utilização.

Fábrica da BYD em Szeged, Hungria: investimento e objetivo industrial

A unidade industrial do construtor em Szeged, na Hungria, representa um investimento superior a 4 mil milhões de dólares (3,4 mil milhões de euros) e será a primeira fábrica de um construtor chinês na Europa. Entre os efeitos práticos, a produção local permitirá contornar as tarifas adicionais aplicadas aos automóveis importados da China.

A aposta em fornecedores europeus - com a referida certificação de 150 parceiros - tende ainda a reduzir dependências logísticas e a encurtar cadeias de fornecimento. Em paralelo, iniciativas de qualificação de mão de obra e adaptação a normas técnicas europeias (incluindo requisitos de homologação e padrões de segurança) são normalmente determinantes para assegurar a cadência de produção e a consistência de qualidade em ambiente industrial europeu.

Vendas e registos: Europa, China e Portugal

De acordo com a Jato Dynamics, em junho foram matriculados 15 565 veículos da BYD na Europa, totalizando 70 500 unidades no primeiro semestre de 2025. No mercado doméstico, a marca mantém um ritmo elevado: na China, as vendas acumuladas de 2025 já ultrapassam 1,5 milhões de unidades.

Em Portugal, e segundo a ACAP, a BYD registou 2818 automóveis nos primeiros seis meses do ano, o que corresponde a um crescimento de 194,5%. Este desempenho coloca o construtor no Top 20 das marcas mais vendidas a nível nacional, posicionando-se entre a Audi (2511 unidades) e a Skoda (2933 un.).

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