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Esta berlina elétrica é a resposta da MG às marcas premium

Carro elétrico cinza MG iMS EV exposto em espaço moderno com carregador elétrico à esquerda.

Não é novidade ver a IM Motors mencionada na Razão Automóvel. IM resulta de Intelligence in Motion (inteligência em movimento) e dá nome à nova insígnia de posicionamento premium do grupo SAIC. A entrada na Europa arranca agora pelo Reino Unido e faz-se com o apoio da MG - também ela pertencente ao gigante chinês.

A apresentação ao público aconteceu no Goodwood Festival of Speed, onde estivemos, e logo com dois lançamentos: o MG IM5 e o MG IM6. O primeiro assume-se como uma berlina 100% elétrica de aspeto executivo e elegante; o segundo é o SUV equivalente, claramente pensado para disputar atenção com o Tesla Model Y.

Curiosamente, as unidades exibidas em Goodwood não exibiam o emblema da MG, mas sim o da IM Motors. Uma escolha que sublinha a separação de posicionamento destes modelos - algo que já acontece na China, onde os IM são vendidos com identidade própria.

Mais de 700 cv e 700 km de autonomia

O foco recai no IM5 (designado L6 na China). Trata-se de uma berlina com 4,93 m de comprimento, marcada por superfícies suaves e um desenho muito orientado para a aerodinâmica. A traseira remata com uma linha de tejadilho quase ao estilo de um coupé e, atrás, a assinatura luminosa em LED a toda a largura evoca um visual muito “à Aston Martin”.

Em linha com as ambições, o MG IM5 recorre a uma arquitetura de 800 V, preparada para carregamentos rápidos até 350 kW. Na prática, a marca aponta para 17 minutos para passar de 10% a 80% de carga.

No capítulo das baterias, estão previstas duas opções: - 75 kWh - 100 kWh

Com a bateria de maior capacidade, o MG IM5 anuncia 711 km em ciclo combinado WLTP. E não é só na autonomia que quer destacar-se: a vertente de desempenho ganha particular relevo na versão mais potente, chamada… Performance.

Esta variante recorre a novos motores elétricos Hurricane nos dois eixos, permitindo atingir 752 cv e 802 Nm. A aceleração dos 0 aos 100 km/h é cumprida em 3,2 s. Fica, ainda assim, por confirmar quais serão as especificações finais das restantes versões.

No comportamento dinâmico, o MG IM5 também traz soluções menos comuns. Um dos destaques é uma função dedicada do controlo de estabilidade para situações de aquaplanagem, prometendo reduzir em cerca de 80% o risco de derrapagem quando comparado com sistemas tradicionais.

Há ainda um novo sistema de quatro rodas direcionais, pensado para facilitar manobras em cidade. Com este sistema, o diâmetro de viragem desce para menos de 10 metros (9,98 m), um valor que o aproxima de alguns citadinos.

Executivo e tecnológico: interior do MG IM5

No interior, o elemento mais chamativo do MG IM5 é o enorme ecrã horizontal de 26,3″, que se estende da consola central até à zona em frente ao condutor. E não é o único: mais abaixo, ao centro, existe um segundo ecrã de 10,5″, dedicado à climatização e a várias configurações do veículo.

A partir do ecrã principal, é possível gerir o sistema de som com 20 altifalantes - incluindo unidades montadas no tejadilho. Para completar o ambiente, não faltam teto panorâmico, vidros duplos laminados e bancos com múltiplos ajustes elétricos e ventilação.

A estratégia de apresentar estes modelos como um patamar acima dentro do universo SAIC ajuda a explicar a separação de identidade face à MG. Ainda assim, a ligação à MG pode revelar-se relevante na prática: para um cliente europeu, a existência de uma rede estabelecida tende a ser um fator decisivo na assistência, manutenção e gestão da experiência de propriedade.

Também vale a pena notar que a estreia simultânea do MG IM5 e do MG IM6 indica uma abordagem de “duas frentes”: por um lado, uma berlina elétrica orientada para quem procura eficiência e um perfil mais executivo; por outro, um SUV pensado para responder diretamente às preferências atuais do mercado - onde o Tesla Model Y tem sido a referência.

Quando chega o MG IM5?

Para já, o MG IM5 ficará disponível apenas no Reino Unido. A venda no restante continente europeu continua “em análise”, algo que faz sentido tendo em conta as tarifas de importação da União Europeia aplicadas a elétricos produzidos na China.

No mercado britânico, contudo, os preços já estão fechados: - Standard (75 kWh): 39 450 libras (45 512 euros) - Long Range (100 kWh): 44 995 libras (51 910 euros) - Performance: 48 495 libras (55 948 euros)

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