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Esta é a resposta da Porsche ao recorde da Xiaomi no Nürburgring

Carro desportivo eléctrico Porsche Taycan GT verde estacionado em showroom com piso polido e paredes espelhadas.

O Porsche Taycan Turbo GT chegou a ostentar o título de berlina elétrica de produção mais rápida no circuito de Nürburgring, mas esse estatuto foi-lhe retirado há pouco tempo pelos recém-chegados da Xiaomi, com o SU7 Ultra.

A berlina chinesa não se limitou a superar o Taycan: foi ainda mais longe e deixou para trás o hipercarro Rimac Nevera, passando a ser o elétrico de produção mais rápido no chamado «inferno verde», com um registo de 7min04,957s. Para comparação, o Taycan Turbo GT marcou 7min07,55s.

Perante este “assalto” vindo da China ao território onde a Porsche tradicionalmente brilha, a questão tornou-se inevitável: qual será a resposta da marca? Ao que tudo indica, ela já está em marcha - pela mão da Manthey Racing, estrutura na qual a Porsche detém uma posição maioritária.

O Porsche Taycan Turbo GT mais radical de sempre, com assinatura Manthey

As imagens de testes conhecidas até ao momento sugerem que a Manthey Racing está a preparar uma evolução tudo menos discreta do Taycan Turbo GT. Nota-se um alargamento das vias e uma revisão profunda da aerodinâmica, com destaque para novas aletas na zona frontal e um difusor traseiro visivelmente maior.

Também não passam despercebidas as jantes traseiras fechadas, desenhadas para reduzir a turbulência e melhorar a eficiência aerodinâmica - um detalhe que a Manthey já tinha tornado marcante no 911 GT3 RS apresentado no final do ano passado.

Já no que toca a alterações de chassis e suspensão, as fotografias não permitem confirmar pormenores, mas tudo aponta para intervenções igualmente abrangentes.

No conjunto, a expectativa é clara: um Porsche Taycan Turbo GT com redução de peso, com mais carga aerodinâmica e com ganhos significativos em eficácia tanto em curva como em travagem.

Quanto a um eventual aumento de potência, a certeza é menor. É verdade que num elétrico é, em teoria, mais simples “libertar” desempenho extra sem a variável das emissões de CO₂ (que aqui não se coloca), mas o Taycan Turbo GT já anuncia 1033 cv, um número por si só muito expressivo.

Mesmo estando com mais de 500 cv de desvantagem face ao SU7 Ultra, um pacote Manthey centrado em aerodinâmica e comportamento poderá ser suficiente para recuperar a diferença de pouco mais de 2,5 segundos entre ambos - sobretudo num traçado com 20,832 km de extensão, onde estabilidade, travagem e velocidade em curva pesam tanto como a potência.

A Manthey Racing, aliás, construiu a sua reputação precisamente neste tipo de trabalho: otimizar carros já muito capazes através de soluções aerodinâmicas funcionais, afinação de chassis e componentes pensados para utilização intensa em pista, procurando ganhos consistentes em volta rápida.

Importa ainda considerar que melhorias deste género costumam trazer compromissos: maior carga aerodinâmica pode aumentar o arrasto e o ruído de rolamento, e uma suspensão mais firme tende a penalizar o conforto no quotidiano. A grande questão será perceber até que ponto esta versão Manthey manterá um perfil “usável” em estrada sem perder a vocação de atacar tempos em circuito.

Quando chega a versão Manthey do Porsche Taycan Turbo GT?

Para já, não existe uma data oficial para a apresentação do Porsche Taycan Turbo GT preparado pela Manthey. À semelhança do que aconteceu com o 911 GT3 RS, é provável que as alterações sejam disponibilizadas sob a forma de um conjunto de componentes - e, como seria de esperar, dificilmente a um preço acessível. No caso do 911 GT3 RS, esse conjunto começa nos 76 911 euros (sem IVA).

Como referência de mercado, o Porsche Taycan Turbo GT encontra-se à venda em Portugal a partir de 253 531 euros.

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