O Hongqi Golden Sunflower Guoli Lanting Yayun já deixou a China com destino aos Emirados Árabes Unidos e, por 1,5 milhões de dólares, passa a deter (até ao momento) o título de carro chinês mais caro de sempre. O modelo é assinado pela Hongqi, a divisão de luxo chinesa, e exibe um nome quase tão comprido quanto a própria berlina - soa quase como o apelido de um aristocrata britânico.
Segundo o CarNewsChina.com, para impedir que o valor de exportação subisse de forma acentuada, o automóvel terá saído do país com registo de “usado”, apesar de estar com zero quilómetros. Trata-se de uma estratégia frequente para contornar critérios particularmente rigorosos aplicados à exportação de veículos novos produzidos na China.
Dimensões e mecânica do Hongqi Golden Sunflower Guoli Lanting Yayun
Se o preço impressiona e o nome é interminável, o porte não fica atrás: o Golden Sunflower aproxima-se dos seis metros de comprimento (5,98 m) e ronda as três toneladas. E, ao contrário do que se poderia supor num topo de gama recente, não é elétrico.
Sob o capô está um V8 biturbo de 4,0 litros com 388 cv. A transmissão é automática, conta com tração integral e cumpre o 0–100 km/h em 5,1 segundos.
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Estilo e referências culturais (além do padrão ocidental)
No capítulo do design, a proposta mistura códigos clássicos com pormenores que refletem uma matriz cultural claramente distinta da estética ocidental dominante.
À frente, a grelha cromada em cascata e os faróis redondos remetem diretamente para a linguagem do Hongqi L5, ele próprio inspirado num ícone da marca: o monumental CA770, fabricado entre 1966 e 1981.
Artesanato e materiais: luxo à chinesa no habitáculo
No interior, o foco vai bastante além do luxo “convencional”. Encontram-se acabamentos em laca artesanal de Fuzhou, incrustações em madrepérola e bordados com mais de 300 pontos de seda por centímetro quadrado, que reproduzem passagens do célebre Prefácio do Pavilhão das Orquídeas - um dos textos mais reconhecidos da literatura e caligrafia chinesa.
Tecnologia, som e conforto acústico
O sistema de infoentretenimento recorre a um ecrã OLED de 14,2” que se eleva com um efeito visual semelhante a um pergaminho e consegue ainda projetar excertos caligráficos no para-brisas, recorrendo a realidade aumentada.
A experiência é complementada por um conjunto de 32 altifalantes Dynaudio e por isolamento acústico ativo, o que ajuda a transformar o habitáculo numa espécie de sala de audição - quase um “salão” dedicado à música tradicional. Um enquadramento adequado para um automóvel que se apresenta como o carro chinês mais caro do mundo.
Onde este modelo se posiciona na marca Hongqi
A Hongqi tem vindo a reforçar a sua imagem de luxo, procurando competir em segmentos tradicionalmente dominados por marcas europeias. Neste contexto, o Golden Sunflower assume-se como peça de afirmação: mais do que números de desempenho, privilegia presença, exclusividade e uma narrativa cultural própria, materializada em detalhes artesanais e simbologia histórica.
Exportação e utilização no Médio Oriente
A escolha dos Emirados Árabes Unidos como destino encaixa numa região onde modelos de elevado valor, grande dimensão e forte componente de ostentação encontram um público particularmente recetivo. Num automóvel desta classe, fatores como condições de homologação, assistência especializada e logística de manutenção tornam-se quase tão determinantes quanto o equipamento - especialmente quando o objetivo é manter o nível de exclusividade e de acabamento apresentado pelo Hongqi Golden Sunflower Guoli Lanting Yayun.
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