A Armada Argentina deu início à operação “Mare Nostrum VII”, integrada nas acções permanentes de vigilância e controlo dos espaços marítimos sob jurisdição nacional. O dispositivo decorre sob controlo operacional do Comando Conjunto Marítimo, organismo que depende do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas.
Operação Mare Nostrum VII da Armada Argentina: objectivos e enquadramento
Nesta fase, a Mare Nostrum VII mantém um padrão de presença operacional contínua no mar, com especial incidência na protecção dos recursos naturais e no exercício efectivo da soberania em áreas sensíveis do Mar Argentino, em particular nas proximidades do limite exterior da Zona Económica Exclusiva Argentina (ZEEA).
Do ponto de vista prático, este tipo de operação procura reduzir oportunidades para actividades não autorizadas, reforçando a capacidade do Estado para detectar, identificar, acompanhar e dissuadir comportamentos de risco em zonas consideradas de interesse estratégico.
Meios navais e aeronaval empenhados
A operação é conduzida com meios navais e aeronavais da Armada Argentina, incluindo:
- O patrulheiro oceânico ARA *Contra-Almirante Cordero, pertencente à *Divisão de Patrulha Marítima** da Área Naval Atlântica.
- Uma aeronave P-3C Orion da Esquadrilha Aeronaval de Exploração, dependente do Comando da Aviação Naval, sediada na Base Aeronaval Almirante Zar.
Ao ARA *Contra-Almirante Cordero* foi atribuída a missão de identificar navios de frotas pesqueiras estrangeiras que operam nas imediações do limite exterior da ZEEA. Em paralelo, o P-3C Orion efectuou voos de Vigilância e Controlo dos Espaços Marítimos (VCEM), cobrindo uma vasta área do Atlântico Sul.
Observação e acompanhamento no Atlântico Sul e no Estreito de Magalhães
Durante as missões aéreas, foi possível observar e acompanhar concentrações de navios de pesca estrangeiros a operar junto ao limite exterior da ZEEA, bem como unidades que, em trânsito, se aproximam da área adjacente:
- A partir de leste, através do oceano Atlântico;
- A partir de oeste, pela boca oriental do Estreito de Magalhães.
De acordo com informação divulgada pela Armada Argentina, a coordenação entre meios de superfície e meios aéreos contribui para alargar a consciência situacional marítima, optimizar a capacidade de detecção e robustecer as tarefas de vigilância, controlo e dissuasão perante actividades não autorizadas.
Além do emprego combinado de navios e aeronaves, este tipo de vigilância beneficia, em regra, da integração de dados de sistemas de comando e controlo, comunicações e fontes de monitorização marítima, o que facilita uma resposta mais rápida quando surgem contactos de interesse e permite sustentar a presença operacional com maior eficiência.
Operações Mare Nostrum
A série de Operações Mare Nostrum constitui uma política operacional continuada de vigilância e controlo do Mar Argentino, também sob controlo operacional do Comando Conjunto Marítimo. Desde o início, estes operativos viabilizaram o desdobramento progressivo de unidades de superfície, meios aeronavais e sistemas de comando e controlo, aumentando as áreas cobertas e reforçando a capacidade de resposta do Estado no domínio marítimo.
A actual “Mare Nostrum VII” dá seguimento a esse modelo. Como exemplo recente, em meados de Dezembro do ano passado, a Armada Argentina comunicou a detecção de uma embarcação a realizar pesca ilegal dentro da ZEEA. O navio, cuja nacionalidade não foi divulgada, foi identificado graças ao emprego do avião de patrulha marítima P-3C Orion e do patrulheiro oceânico ARA *Almirante Storni*.
Desde o início de 2025, e sob o mesmo controlo operacional do Comando Conjunto Marítimo, meios e pessoal da Armada Argentina têm conduzido de forma sustentada estas missões de vigilância e controlo do Mar Argentino, com participação de unidades da Frota de Mar e do Comando da Aviação Naval, destacando-se a integração dos P-3C Orion nas tarefas de patrulhamento marítimo.
Imagens obtidas junto da Armada Argentina.
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