Saltar para o conteúdo

Alemanha confirma a compra de drones MQ-9B SeaGuardian para patrulha marítima e guerra anti-submarina

Drone militar a voar sobre fragata no mar com submarino visível ao fundo.

As Forças Armadas Alemãs confirmaram a aquisição, aos Estados Unidos, de novos drones MQ-9B SeaGuardian, reforçando de forma directa as capacidades nacionais de patrulha marítima e guerra anti-submarina num contexto de crescente actividade naval russa no Mar Báltico e no Atlântico Norte. Segundo o calendário actualmente previsto, a Alemanha receberá estas plataformas até 2028.

O acordo: oito MQ-9B SeaGuardian (MALE) e entrega prevista até 2028

Em termos de quantidade, Berlim encomendou oito unidades à General Atomics Aeronautical Systems. Trata-se de sistemas não tripulados do tipo MALE (Medium Altitude Long Endurance), concebidos para missões prolongadas e com uma forte componente de vigilância e recolha de informação no domínio marítimo.

Aquisição via NSPA e investimento superior a 1,52 mil milhões de euros

A compra será conduzida através da NSPA (Agência de Apoio e Aquisições da NATO), que actuará como representante do governo alemão. De acordo com fontes conhecedoras do processo, já foi reservado um orçamento de pouco mais de 1,52 mil milhões de euros para esta finalidade.

Além dos próprios drones, este montante cobre também: - a aquisição de um número significativo de peças sobresselentes; - cursos de formação para o pessoal responsável pela operação e manutenção; - um período de formação e capacitação com a duração de dois anos.

Capacidades dos drones MQ-9B SeaGuardian: autonomia, carga útil e sensores

Entre as características destacadas destes novos sistemas, sobressai o elevado grau de autonomia, permitindo-lhes manter-se no ar por até 30 horas. Em paralelo, a plataforma pode transportar até 2 000 kg de carga útil, integrando diferentes câmaras e sensores.

Esses equipamentos conferem aos MQ-9B SeaGuardian uma capacidade alargada para vigiar a área de operações e acompanhar contactos de interesse, incluindo a detecção e monitorização de potenciais alvos submersos, aspecto particularmente relevante para cenários de guerra anti-submarina.

Preparação de infra-estruturas e formação: prontidão total apenas em 2028

A imprensa alemã assinala que o país ainda não estará em condições de receber de imediato os oito drones nas instalações destinadas para o efeito, uma vez que falta concluir a formação do pessoal e a adaptação das infra-estruturas. A expectativa é que este processo esteja finalizado até 2028, alinhado com o cronograma de entrega.

Ainda assim, é sublinhado que estes trabalhos poderão avançar de forma mais rápida caso se recorra à partilha de experiência com forças aliadas que já operam esta família de drones, como a Bélgica e o Reino Unido.

Integração operacional e cooperação aliada no domínio marítimo

A introdução dos MQ-9B SeaGuardian tende também a facilitar uma integração mais estreita das missões de vigilância marítima com procedimentos e redes da NATO, reforçando a capacidade de produzir e partilhar informação relevante para a consciência situacional no Báltico e no Atlântico Norte. Numa realidade operacional em que os tempos de reacção são críticos, a persistência no ar e a diversidade de sensores podem aumentar a continuidade da vigilância sobre rotas, áreas de interesse e actividades navais.

Paralelamente, a preparação do sistema não se limita às aeronaves: exige planeamento para ligações de dados, análise e exploração da informação recolhida, e rotinas de manutenção compatíveis com missões prolongadas. Este conjunto de factores ajuda a explicar porque a plena prontidão está dependente, simultaneamente, de infra-estruturas, pessoal treinado e procedimentos amadurecidos.

Imagens utilizadas para fins ilustrativos.

Também poderá gostar: Por 4,2 mil milhões de euros, a Alemanha encomenda a compra de 200 novos veículos de combate de infantaria Puma para as suas Forças Armadas

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário