O preço dos combustíveis voltou a subir ligeiramente, tal como já tinha sido antecipado na passada sexta-feira, com destaque para o gasóleo simples, que registou o aumento mais acentuado.
De acordo com a Mais Gasolina, o preço médio do gasóleo simples aumentou 1,5 cêntimos por litro, enquanto a gasolina simples teve uma subida de 1,2 cêntimos por litro.
No resultado final das contas, o preço médio do gasóleo simples passa para 1,562 €/l e o da gasolina simples fixa-se em 1,708 €/l.
Evolução do preço dos combustíveis: gasóleo simples e gasolina simples nas principais gasolineiras
Ao analisar as principais cadeias, verifica-se que a BP e a Galp agravaram o gasóleo simples em 2 cêntimos por litro, ao passo que a Repsol aplicou uma subida de 1,5 cêntimos. Já na gasolina simples, a BP aumentou 1 cêntimo por litro, enquanto Galp e Repsol avançaram com 1,5 cêntimos.
Como são apurados os preços médios (DGEG)
Como é habitual, a referência usada para o preço dos combustíveis assenta nos dados publicados pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG). Neste caso, os valores têm por base a última sexta-feira, 5 de setembro.
Importa ainda lembrar que os números divulgados pela DGEG já refletem os descontos praticados pelas gasolineiras e também as medidas do Governo atualmente em vigor. Ainda assim, tratam-se de valores médios e indicativos, pelo que podem não coincidir exatamente com os preços encontrados em cada posto de abastecimento.
Medidas do governo em vigor
Desde 2022 que se mantêm ativas medidas do Governo destinadas a reduzir o impacto do aumento do preço dos combustíveis, incidindo sobretudo sobre o ISP.
Apesar de, este ano, o ISP ter aumentado três cêntimos por litro, a descida da taxa de carbono fez com que, no total, não se registassem alterações na carga fiscal aplicada aos combustíveis.
Assim, a soma dos vários «descontos fiscais» traduz-se numa redução de 17,6 cêntimos por litro no gasóleo e de 19,2 cêntimos por litro na gasolina.
O que pode explicar estas oscilações e como comparar preços
Variações semanais, mesmo pequenas, tendem a refletir a combinação de fatores como a evolução das cotações internacionais dos derivados do petróleo, custos logísticos e margens comerciais, além do peso dos impostos e respetivos ajustamentos. Por isso, é normal que o comportamento do preço dos combustíveis não seja uniforme entre marcas e zonas do país.
Para quem procura poupar, pode fazer sentido comparar o valor final apresentado na bomba entre postos próximos, tendo em conta que campanhas temporárias, descontos associados a cartões e diferenças locais podem gerar desvios relevantes face ao preço médio divulgado pela DGEG.
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