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Exercícios de artilharia M109 do Exército de Taiwan em Tainan
Perante aquilo que é visto como uma probabilidade crescente de uma invasão por parte da China, Taiwan voltou a realizar exercícios de artilharia com os seus obuses autopropulsados M109. Um dos pontos de maior destaque foi o facto de, pela primeira vez, o Exército ter escolhido a linha costeira de Tainan como palco para este tipo de actividade.
De acordo com o que foi noticiado por meios de comunicação social taiwaneses, o treino foi executado por três unidades distintas: a 137° Brigada de Infantaria, a 203° Brigada de Infantaria e o Comando de Treino de Artilharia.
Manobras, munições reais e avaliação da cadeia de comando
No que diz respeito aos detalhes do exercício, a actividade contou com dois obuses autopropulsados M109, apoiados por quatro obuses de 105 mm. Com estes meios foram conduzidas várias manobras, incluindo disparos com munição real e o emprego de bengalas.
Quanto a este último ponto, o objectivo central passou por aferir até que ponto estes sistemas conseguem fornecer fogo de apoio às unidades de infantaria, bem como confirmar procedimentos e as tácticas associadas. Em paralelo, foi igualmente analisado o desempenho da cadeia de comando, com particular atenção às comunicações entre a base e as tropas no terreno.
Missão de negação nas praias e prontidão perante um cenário de invasão
Alargando a análise ao conjunto de forças empregues, o Exército de Taiwan indicou que estas unidades tiveram como missão negar, atrasar e enfraquecer as capacidades de um inimigo que procurasse avançar sobre as praias.
Embora o exercício, enquanto tal, ainda não tenha terminado, os relatos referem que as diferentes unidades envolvidas evidenciaram determinação e capacidade efectiva para conduzir este tipo de operações - as mesmas que se tornariam inevitáveis caso viesse a ocorrer uma invasão da China.
Modernização: compra de M109A7, HIMARS e mísseis antitanque
A actividade tem servido também como mais uma oportunidade para que as tropas do Exército de Taiwan consolidem a familiaridade com as actuais capacidades de artilharia e identifiquem lacunas, tendo em vista um ambicioso processo de modernização que a instituição está a levar a cabo em coordenação com o seu principal parceiro internacional na área da defesa: os EE.UU.
Como temos noticiado no final do passado mês de abril, a ilha confirmou que iria avançar com a aquisição de obuses autopropulsados M109A7, lançadores de foguetes HIMARS e mísseis antitanque por mais de 6.000 milhões de dólares. No caso específico dos M109A7, foram alocados USD 2.364 milhões, o que permitiria acrescentar cerca de 60 exemplares de fabrico norte-americano.
HIMARS com ATACMS: posições avançadas e criação de uma “zona morta”
Por fim, regressando ao que tem sido percebido como um aumento da ameaça por parte da China, importa sublinhar que Taiwan revelou recentemente que também posicionou os seus sistemas de artilharia HIMARS, equipados com mísseis ATACMS, em locais que os colocam ao alcance das costas do Gigante Asiático.
Com esta medida, pretende-se estabelecer uma “zona morta”, de modo a dissuadir qualquer potencial tentativa de invasão ou, em alternativa, infligir danos severos antes de um eventual avanço atingir as fronteiras da ilha. Em concreto, estes sistemas foram colocados na ilha de Dongyin e no condado de Penghu, locais situados a aproximadamente 50 e 150 quilómetros do território continental chinês.
Imagens usadas a título ilustrativo
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