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Citroën C3 Aircross: SUV versátil com até sete lugares e preços desde 17 790 €

Automóvel Citroën C3 Aircross azul exibido numa sala de exposição com janelas grandes.

Num setor automóvel cada vez mais fragmentado - com elétricos, híbridos, motores a combustão e propostas de vários tamanhos e segmentos - torna-se difícil encontrar um modelo que consiga servir diferentes rotinas sem impor escolhas demasiado limitativas.

É precisamente aí que entra o novo Citroën C3 Aircross. Apresenta-se como um SUV de aspeto robusto, preparado para se adaptar a quase tudo e a quase todos, e com preços de entrada abaixo dos 20 mil euros (já com uma campanha de 1500 € em vigor).

A aposta passa por uma receita versátil: várias motorizações à escolha e a possibilidade de até sete lugares, sem abdicar do conforto - um dos pilares mais consistentes da marca.

Trunfo raro no segmento

A opção de configurar o C3 Aircross com sete lugares não é totalmente inédita nesta categoria, mas continua a ser uma raridade.

Com a terceira fila, é possível aumentar o número de lugares disponíveis, mesmo que sobretudo para utilizações ocasionais, evitando a passagem para um modelo de segmento superior. E, quando esses lugares extra não fazem falta, o espaço volta a ser entregue à bagageira, preservando a flexibilidade do conjunto.

No fundo, é uma solução pensada para responder a diferentes cenários do dia a dia, reduzindo as concessões e as decisões difíceis na altura de escolher um novo automóvel para a família.

Um modelo, várias motorizações

Outro ponto-chave desta proposta é a estratégia multi-energia. Este tem sido um dos eixos de posicionamento da Stellantis há vários anos, e a Citroën é uma das marcas que mais naturalmente o aplica.

Desta forma, o C3 Aircross existe com motorizações a gasolina, híbridas e 100% elétricas, acompanhando a diversidade atual do mercado. Assim, a decisão deixa de estar presa ao tipo de carro e passa a depender, sobretudo, do tipo de utilização.

Para quem pretende custos de utilização reduzidos e tem possibilidade de carregar em casa ou no trabalho, o ë-C3 Aircross elétrico surge como a alternativa mais óbvia. Integra um motor elétrico de 83 kW (113 cv) e uma bateria LFP de 44 kWh na versão Autonomia Conforto, com autonomia máxima combinada até 306 km. Há ainda a versão Autonomia Alargada, equipada com uma bateria maior de 54 kWh, que eleva a autonomia combinada até 400 km.

Já a versão híbrida - que junta um motor 1.2 Turbo com 100 cv, um motor elétrico de 15,6 kWh (21 cv), uma pequena bateria de iões de lítio com 0,89 kWh e um sistema híbrido ligeiro de 48 V (associado a uma caixa automática de seis velocidades de dupla embraiagem) - destina-se a quem não pode ou não quer optar por um 100% elétrico, mas continua a procurar a máxima eficiência em cidade.

Para quem precisa de maior polivalência e faz uma utilização mais transversal, faz sentido considerar a variante apenas a gasolina, equipada com um motor 1.2 turbo de três cilindros com 100 cv e caixa manual de 6 velocidades, sem qualquer tipo de eletrificação.

Em suma, existem respostas para diferentes perfis de utilização, mantendo sempre a versatilidade e o espaço como denominadores comuns. Neste ponto, a limitação fica do lado da versão elétrica, a única que não pode ser configurada com sete lugares.

Conforto é prioridade

Independentemente da motorização, o conforto continua a ser um elemento estruturante do C3 Aircross e esteve entre as principais preocupações dos engenheiros franceses envolvidos no desenvolvimento deste SUV.

O modelo recorre à suspensão com duplo batente hidráulico - já aplicada pela Citroën nos lançamentos mais recentes - que ajuda a conter os movimentos verticais da carroçaria. Soma-se a isto a utilização de bancos Citroën de Conforto Avançado, com espuma mais densa, pensados para oferecer maior apoio e bem-estar, sobretudo em viagens mais longas.

Além de suspensão e bancos, e também com o foco no conforto do condutor, o C3 Aircross inclui um conjunto alargado de assistências à condução disponíveis de série, como alerta de atenção do condutor, reconhecimento de limites de velocidade, alerta de manutenção na faixa e regulador de velocidade com limitador.

Imagem alinhada com a utilização

No capítulo do desenho, o C3 Aircross adota uma linguagem visual orientada para a robustez e para a funcionalidade.

A distância ao solo de 20 cm, os plásticos de proteção da carroçaria e a silhueta global do modelo espelham a sua vocação versátil: tanto se sente à vontade no trânsito e nas deslocações semanais pela cidade como aceita uma escapadinha fora de estrada ao fim de semana.

Tal como o exterior acompanha a proposta, também o interior segue a mesma lógica: abordagem minimalista e foco no essencial. Não falta um ecrã tátil de 10,25’’ (disponível a partir do nível de equipamento Plus), integração sem fios com Android Auto e Apple CarPlay, câmara traseira de estacionamento e ar condicionado automático.

Além disso, no topo da gama existe um sistema de head-up display projetado num espelho na zona superior do tabliê, que assume o papel do painel de instrumentos mais tradicional, apresentando a informação sem obrigar a desviar o olhar da estrada.

Por ser um modelo robusto e desenhado para uma utilização intensiva, há plásticos duros em várias áreas do habitáculo. Em contrapartida, surgem diversas superfícies com tecidos produzidos a partir de materiais reciclados, o que reforça a perceção de qualidade.

Quanto custa?

Em Portugal, o Citroën C3 Aircross tem preços a começar nos 17 790 euros, relativos à versão 1.2 turbo de 100 cv com cinco lugares e nível de equipamento You. No mesmo nível de equipamento, a variante 100% elétrica arranca nos 24 990 euros, valores que já incluem as campanhas de desconto em vigor.

A motorização híbrida (disponível apenas a partir do nível de equipamento intermédio, Plus) começa nos 23 890 euros, igualmente com campanha incluída.

Com exceção das versões YOU e das versões 100% elétricas, todas as restantes podem ser configuradas com cinco lugares ou, em opção, por mais 700 euros, com capacidade para até sete ocupantes.

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