F-16 Block 70 ganha vantagem na corrida para reequipar a Força Aérea do Peru
A norte-americana Lockheed Martin terá revisto em alta a sua proposta inicial de 12 caças F-16 Block 70, avaliados em 3 420 milhões de dólares, para 24 aparelhos por 3 500 milhões de dólares, ajustando-se assim ao orçamento oficialmente definido pelo governo peruano para dotar a Força Aérea do Peru (FAP) de novos aviões de combate.
A informação foi avançada esta terça-feira, dia 14, pelo jornal peruano La República, que acompanha este processo de forma continuada. Segundo o periódico, esse ajustamento financeiro seria uma das principais razões pelas quais o “Falcão de Combate” surge como o modelo mais provável de ser escolhido, a par do “critério político”.
Num concurso que já entrou na fase decisiva, além da empresa norte-americana estiveram também na disputa a francesa Dassault Aviation, com o Rafale F4, e a sueca Saab, com o Gripen E/F.
A Saab, porém, alertou numa carta recente enviada ao ministro da Defesa peruano que ainda não foi convidada a apresentar a sua proposta final e que espera que o processo decorra com total transparência.
O jornal de Lima, um dos mais influentes do país, refere ainda que, entre março passado e os últimos dias de abril, responsáveis do Ministério da Defesa realizaram reuniões com representantes da Lockheed Martin, de acordo com os registos de visitas dessa entidade pública.
“Este jornal consultou o Ministério da Defesa para saber por que motivo não têm sido realizadas entrevistas com responsáveis da Dassault Aviation e da Saab, como tem acontecido com frequência com os da Lockheed Martin, e a resposta foi que não era possível fornecer pormenores porque o processo é reservado”, acrescentou o meio de comunicação.
Em fevereiro passado, o então primeiro-ministro, Ernesto Álvarez Miranda, afirmou que o governo tinha preferido o modelo norte-americano para reforçar a aliança global de segurança com os Estados Unidos. Mais tarde, porém, acabou por recuar nessa posição.
Uma aquisição deste porte teria também impacto direto na capacidade operacional da FAP, ao acelerar a renovação da frota, simplificar a logística de manutenção e reforçar a interoperabilidade com aliados regionais. Em concursos de defesa desta dimensão, a clareza dos critérios e dos prazos é frequentemente determinante para reduzir contestação e assegurar legitimidade política e técnica ao resultado final.
Fotografias utilizadas apenas para fins ilustrativos.
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