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EASA ordena inspeções a 16 Airbus A380 por fissuras nas asas

Técnico em colete refletor e capacete a operar scanner junto a avião da Emirates no aeroporto.

A presença de fissuras por fadiga na estrutura das asas levou a que 16 Airbus A380 passem por verificações aprofundadas.

A Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA) emitiu um alerta após terem sido identificadas fissuras na estrutura da asa de um dos aparelhos. A Airbus reconhece que estas podem “diminuir a integridade estrutural da asa”. Para afastar rapidamente qualquer eventual risco, cinco dos quadrirreatores abrangidos terão de ser inspeccionados com prioridade máxima - com carácter de urgência, a partir de hoje e antes do próximo voo.

Alerta da EASA e inspeções urgentes aos Airbus A380

No âmbito de uma directiva da EASA datada de Dezembro do ano passado, foram realizadas novas inspeções que acabaram por revelar fissuras com potencial para afectar a integridade estrutural das asas do Airbus A380. A partir daí, foram identificados todos os aviões com o mesmo histórico de produção e ficou definido que serão sujeitos a exames detalhados.

A EASA sublinha, ainda assim, que não há motivo para alarme e que, nesta fase, não existe um risco de segurança imediato. Caberá à Airbus disponibilizar às companhias aéreas os procedimentos de inspeção pormenorizados e, caso se revele necessário, as orientações de reparação.

Companhias afetadas: Emirates e Qantas

A maioria das aeronaves envolvidas está ao serviço de uma única companhia: a Emirates, que opera 15 aviões. Esta concentração é expectável, uma vez que a transportadora do Dubai é o maior cliente da Airbus e o principal operador mundial de A380. O último aparelho abrangido pertence à companhia australiana Qantas.

Quanto ao calendário, os cinco aviões considerados prioritários pela EASA terão de ser verificados sem qualquer demora. Os restantes onze deverão ser inspeccionados, o mais tardar, antes do seu décimo terceiro voo - o equivalente a 25 ciclos (voo, descolagem e aterragem).

Antecedentes nas asas e impacto na operação

Não é a primeira vez que o A380 enfrenta problemas relacionados com as asas. Em 2012, foram detectadas microfissuras em componentes que ligavam as nervuras à estrutura das asas. Na altura, a EASA ordenou a inspeção de 68 aviões, correspondentes à totalidade da frota.

Por seu lado, a Emirates já tinha sinalizado fissuras em alguns aparelhos mais antigos, incluindo aeronaves que voltaram ao serviço após a pandemia. Nessa ocasião, a Airbus mobilizou cerca de 60 engenheiros para apoiar as operações de controlo e de reposição das condições de aeronavegabilidade.

Naturalmente, inspeções desta natureza implicam períodos prolongados de imobilização em manutenção pesada. É uma situação indesejada, sobretudo num momento em que o mercado de longo curso tem registado uma recuperação forte desde o fim da crise sanitária.

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