FIDAE 2026 destaca a cooperação industrial entre a empresa sul-coreana e o grupo espanhol
Durante a Feira Internacional do Ar e do Espaço - FIDAE 2026, realizada em Santiago, no Chile, a Hanwha Aerospace, da Coreia do Sul, e a Indra Group, de Espanha, anunciaram a assinatura de um memorando de entendimento para colaborarem num programa militar chileno.
O acordo estabelece que ambas as empresas irão desenvolver, em conjunto, uma proposta integrada para o programa de modernização dos veículos blindados do país sul-americano, atualmente uma das prioridades no domínio das capacidades terrestres.
Neste âmbito, a Hanwha Aerospace irá disponibilizar as suas plataformas, incluindo o veículo blindado sobre rodas Tigon, enquanto a Indra ficará responsável pelos sistemas de missão, abrangendo comunicações, consciência situacional e sistemas de comando e controlo (C2). A empresa espanhola assegurará também apoio na coordenação operacional a nível regional.
Para além do projeto no Chile, as duas companhias pretendem alargar a cooperação ao desenvolvimento do mercado de defesa terrestre na América Central e do Sul, aproveitando a experiência tecnológica da Indra na eletrónica de defesa e a rede que já possui na região. Segundo Kim Dong-hyun, responsável pela área de sistemas terrestres da Hanwha Aerospace: “Temos a intenção de promover ativamente as nossas soluções de defesa terrestre na América do Sul, tirando partido das capacidades da Indra em eletrónica de defesa e da sua rede local na região.”
A Hanwha sublinhou ainda que esta parceria não visa apenas reforçar a sua presença na América Latina, mas também contribuir para o desenvolvimento de capacidades locais, apoiando simultaneamente a modernização das forças armadas e o crescimento da indústria de defesa em países como o Chile.
Num contexto em que vários países da região procuram renovar meios, integrar sistemas e fortalecer a soberania tecnológica, este tipo de cooperação pode tornar-se particularmente relevante. A combinação entre plataformas, sensores, comunicações e apoio operacional tende a facilitar soluções mais adaptadas às necessidades concretas de cada exército, ao mesmo tempo que abre espaço para transferência de conhecimento e maior autonomia industrial.
Se avançar para fases posteriores, a iniciativa poderá igualmente criar oportunidades adicionais de colaboração em áreas como formação, manutenção e apoio logístico, consolidando uma base mais robusta para futuros programas de defesa terrestre na região.
Imagem de capa: Cortesia da Yonhap News
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