Lançado a meio do ano passado, o Ferrari Amalfi entrou no universo exclusivo da marca italiana para assumir o papel deixado pelo Roma.
A receita, no fundo, é a mesma, ainda que o nome seja outro: partilha a plataforma, o chassis, o motor e grande parte das soluções técnicas. Depois do coupé, chega agora o Ferrari Amalfi Spider, a variante de capota retrátil.
A Ferrari quis que a silhueta e as soluções aerodinâmicas do Spider ficassem o mais perto possível das do coupé com a capota fechada.
Desta forma, destaca-se a asa traseira de acionamento automático, que se adapta à velocidade de circulação. A marca afirma que pode gerar até mais 110 kg de apoio aerodinâmico a 250 km/h, reduzindo ao mesmo tempo o arrasto em 4%.
Para garantir o máximo conforto a bordo, o Amalfi Spider conta ainda com um defletor de vento elétrico atrás dos bancos traseiros, acionável mesmo com o automóvel em andamento.
No habitáculo, nada muda face ao coupé. Mantém-se o regresso dos botões físicos - uma decisão que a Ferrari está a estender a toda a gama - e os três ecrãs, dedicados ao painel de instrumentos (15,6″), ao sistema de infoentretenimento (10,25″) e ao passageiro (8,8″).
Peso acrescido não prejudica performance
Debaixo do capô, o descapotável italiano usa o mesmo V8 de 3,9 litros biturbo, montado em posição dianteira-central, com 640 cv e 760 Nm de binário, associado a uma caixa automática de dupla embraiagem com oito velocidades.
Apesar do acréscimo de 86 kg ao conjunto (1556 kg a seco), devido à capota e ao respetivo mecanismo, o novo Ferrari Amalfi Spider demora os mesmos 3,3 segundos que o coupé a chegar aos 100 km/h e os mesmos nove segundos a atingir os 200 km/h.
Quando chega?
O novo Ferrari Amalfi Spider já pode ser encomendado, com as primeiras entregas previstas para os próximos meses. Os preços, por agora, ainda não foram divulgados, mas deverão ficar acima dos do coupé.
Recorde-se que o Amalfi coupé custava 240 mil euros em Itália, valor que sobe para 270 mil euros ou mais por causa da fiscalidade portuguesa. E isto sem contabilizar a personalização, que pode acrescentar facilmente várias dezenas de milhares de euros ao preço final.
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