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Retrospetiva completa dos modelos Ford RS: do 15M ao Focus

Carro desportivo azul Ford Focus RS Legend estacionado em showroom com chão de azulejo cinzento.

Ao longo de quase 50 anos, a marca norte-americana foi lançando na Europa inúmeras variantes desportivas identificadas pela sigla RS (abreviatura de Rali Sport). Turbos em abundância, tração às quatro rodas e apêndices aerodinâmicos feitos à medida são alguns dos traços que, historicamente, mais marcam a linhagem RS da Ford.

Com isto em mente, fica uma retrospetiva de todos os modelos RS - do primeiro ao mais recente.

Começamos pelo “avô” dos RS: o Ford 15M.

1968, Ford 15M RS Coupé

A designação RS só ganhou verdadeiro mediatismo mais tarde, com a chegada do Escort MK1, do Escort RS e do Capri RS. Antes disso, os RS nem sempre se distinguiam visualmente das versões convencionais. Ainda assim, o Ford 15M foi o primeiro a receber o toque RS no motor: mais potência e binário a partir do V4 (quatro cilindros em V).

1969, Ford 17M RS

Posicionado entre o 15M e o 22M, este RS passou a contar com um motor 2.0 l V6.

1969, Ford 20M RS

Como variante mais requintada do 17M, esta versão vinha equipada com um motor 2.3 l V6.

1970, Ford Escort RS1600

Para muitos entusiastas, aqui está a verdadeira origem da “raça” RS. Com um 1.6 litros desenvolvido pela Cosworth, foi o primeiro carro de estrada a usar uma cabeça com quatro válvulas por cilindro.

1970, Ford Capri RS2600

Apresentado no Salão de Genebra em 1970, teve uma produção limitada a apenas 50 unidades.

1970, Ford Escort Mexico

Inspirado no carro de rali com que Hannu Mikkola venceu a maratona Londres–México, recorria a um motor Kent.

1973, Ford Capri RS3100

Em 1973, a Ford lançou o Capri RS3100. Era animado por um Essex V6 e ficou-se por 250 unidades produzidas. Para muitos, é o “Mustang europeu”.

1973, Ford Escort RS2000

Outro Ford que entrou em cena em 1973. Debaixo do capot tinha um 2.0 l de quatro cilindros, conhecido pela robustez e longevidade. Quando comparado com o RS1600, era um modelo mais fácil de usar no dia a dia.

1975, Ford Escort RS1800

A produção do Escort MK I terminou em dezembro de 1974, e a primeira versão do Mark II a receber o “tratamento” RS foi o RS1800, com 115 cv. (Versão de competição na fotografia)

1975, Ford Escort RS Mexico

No caso do Escort RS Mexico de 1975, a Ford optou por um bloco OHV de 1.6 l com quatro cilindros.

1976, Ford Escort RS2000

Pouco depois do RS1800 de 1975, chegou à estrada o Ford Escort RS2000, com o seu motor SOHC 2.0 l de quatro cilindros e 110 cavalos, exibidos com orgulho.

1980, Ford Escort RS1700T

No arranque da década de 80 (1980-1982), a Ford desenvolveu o protótipo Escort RS1700T para enfrentar os “monstros” do Grupo B. Como o nome sugere, usava um 1,7 l com turbo. O projeto acabou por ser abandonado após apenas 17 exemplares produzidos: a era da tração integral estava a aproximar-se e a Ford decidiu seguir outro caminho.

1981, Ford Capri RS2.8 Turbo

Este Capri particularmente especial apareceu no outono de 1981: um Capri Turbo. Uma variante com 187 cv e tiragem limitada a 200 unidades.

1982, Ford Escort RS1600i

Concebido em 1981, as versões com volante à esquerda e 115 cv surgiram pouco tempo depois. Os vidros elétricos já faziam parte de um pacote opcional.

1984, Ford Escort RS Turbo

O Escort RS Turbo 1.6 com motor sobrealimentado por turbo chegou no final de 1984. Foi um dos primeiros carros de tração dianteira a apostar nesta solução.

1984, Ford RS200

Com este modelo, a conversa passou a ser mesmo a sério. Foram fabricadas somente 200 unidades para efeitos de homologação no Grupo B. Nas versões mais extremas, o RS200 com motor 1.8 chegava aos 450 cv.

1986, Ford Sierra RS Cosworth

O Sierra RS Cosworth utilizava um 2.0 l turbo de quatro cilindros com mais de 200 cavalos. Um dos destaques foi o trabalho desenvolvido pela Ford na vertente aerodinâmica.

1986, Ford Escort RS Turbo

O sucessor do RS Turbo de 1984 trouxe alterações importantes, sobretudo no aspeto. Recebeu também afinações de chassis que o deixaram mais estável.

1987, Ford Sierra RS500 Cosworth

Um sucessor notável do Sierra RS Cosworth de 1986. Motor 2.0 l de quatro cilindros com 220 cavalos de potência.

1988, Ford Sierra RS Cosworth

E, tal como não há duas sem três, também não houve apenas duas gerações do Ford Sierra RS Cosworth: chegou ainda uma terceira.

1990, Ford Sierra RS Cosworth 4×4

A berlina Sierra RS Cosworth de 1988 ganhou aqui uma variante com tração integral. Mantinha o mesmo 2.0 l turbo com 220 cv. Serviria de base ao futuro Escort Cosworth.

1990, Ford Fiesta RS Turbo

O Fiesta também quis juntar-se ao grupo RS. Oferecia 130 cv, extraídos de um 1.6 turbo… que ironia!

1991, Ford Escort RS2000

O Ford Escort RS2000, o primeiro de uma geração bem-sucedida, aparecia aqui com 150 cv retirados de um bloco de 2,0 l.

1992, Ford Escort RS Cosworth

Com tecnologia avançada e tração às quatro rodas, este Escort RS Cosworth combinava 227 cavalos com um motor 2.0 de quatro cilindros. Ficará para sempre na memória pela asa traseira.

1992, Ford Fiesta RS1800

Neste Fiesta, a Ford trocou a motorização do antecessor por um 1.8 l atmosférico. No fundo, o resultado prático era muito semelhante…

1993, Ford Escort RS2000

Em relação ao modelo de 1991, diferenciava-se pelos novos discos de travão. Em 1996, chegou ao fim a história do Escort Cosworth e, em tom de “luto”, a Ford não lançou qualquer outro RS nos cinco anos seguintes.

2002, Ford Focus RS

Visto pela primeira vez no Salão de Genebra em 1998, a primeira geração do Focus RS acabaria por surgir em 2001, no mesmo palco. Tração dianteira, motor 2.0 l turbo com 215 cv e um diferencial autoblocante à frente definiam-no. Foi produzido durante dois anos, e só em 2009 a sigla RS voltaria a aparecer.

2009, Ford Focus RS

O regresso do Focus RS em 2009 foi verdadeiramente glorioso: 300 cavalos de potência gerados por um motor 2.5 de cinco cilindros de origem Volvo. Contava com suspensão dianteira RevoKnuckle e diferencial dianteiro autoblocante, garantindo uma motricidade irrepreensível.

2010, Ford Focus RS500

Em 2010, a Ford deu vida a um verdadeiro “brutamontes”: o RS500, uma edição limitada a 500 exemplares. Este “cisne negro” oferecia 345 cavalos e continuava a apostar apenas na tração dianteira.

2017, Ford Focus RS

E, por fim… o renascimento do ícone, acompanhado por uma série-documentário de sete episódios. A terceira geração do Focus RS traz 350 cavalos, motor 2.3 l EcoBoost de quatro cilindros (o mesmo também usado no Mustang atual da marca americana) e, finalmente, tração total.

Uma história que, com toda a certeza, ainda terá mais capítulos.

Fonte: Car and Driver / Wikipédia


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