Uma vida dupla entre Haia e o cockpit
Há quase três décadas, o rei Willem-Alexander dos Países Baixos mantém uma rotina pouco comum: para além do papel de soberano em Haia, trabalha como copiloto na KLM sem que os passageiros sejam avisados. Entusiasta da aviação, descreve esta actividade como um “passatempo” e uma maneira de continuar com as mãos nos comandos.
O interesse dos meios de comunicação neerlandeses voltou a crescer com a aproximação de um marco: em 2025, assinala-se o 40.º aniversário da sua licença de voo.
Mudança do Boeing 737 para o Airbus A321neo
Mais recentemente, o monarca completou o seu último voo no Boeing 737 e iniciou a passagem para o Airbus A321neo, abrindo uma nova etapa no seu percurso enquanto piloto.
Licença de voo e experiência acumulada
Willem-Alexander obteve a licença de piloto aos 18 anos e, desde então, foi somando horas de voo em aeronaves civis e militares, incluindo na reserva da Força Aérea neerlandesa.
Operações na KLM e voos oficiais
Desde a década de 1990, tem voado para empresas como a Martinair e a KLM, começando como “piloto convidado” para manter as qualificações - prática que continuou mesmo depois de subir ao trono, em 2013.
O rei opta, por norma, por funções de copiloto em aviões de corredor único, em rotas curtas e médias dentro da Europa. Evita voos de longo curso e dormidas no estrangeiro, por considerar que seriam incompatíveis com as exigências das suas funções reais. Em paralelo, pilota com regularidade a aeronave do governo neerlandês, um Boeing 737, em deslocações oficiais.
A existência pública desta vida dupla só se tornou conhecida em 2017, quando Willem-Alexander revelou à imprensa que voava para a KLM cerca de duas vezes por mês, com a maioria dos passageiros sem saber que o copiloto era o próprio rei.
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