- Adicione-nos aos favoritos
- Porquê fazê-lo? Para receber as últimas novidades da Zona Militar no seu feed do Google.
O consórcio franco-alemão KNDS aproveitou a Eurosatory 2026 para consolidar a sua posição de destaque no segmento europeu de tanques, exibindo no stand a sua gama completa de MBT (Main Battle Tank): Leopard 2A8, Leopard 2 A-RC 3.0 e Leclerc XLR. Em conjunto, estes três modelos ilustram patamares distintos da oferta actual da empresa - desde um carro já em produção em série até um demonstrador tecnológico que aponta à próxima geração.
Uma sequência de capacidades: hoje, modernização e ponte para o futuro
O que a KNDS colocou em evidência foi uma progressão clara: um carro disponível de imediato, uma modernização profunda pensada para um operador específico e, por fim, uma plataforma-ponte que antecipa o futuro tanque europeu. Segue-se o que cada um acrescenta ao portefólio.
Leopard 2A8, a opção disponível já hoje
O Leopard 2A8 é a mais recente versão de produção da prolífica família Leopard 2 e, por isso, o produto que a KNDS consegue disponibilizar prontamente ao mercado. Destaca-se pelo nível máximo de protecção, por equipamento de comunicações de última geração e pela integração de um sistema de protecção activa, reflectindo décadas de cooperação com mais de vinte países utilizadores do Leopard 2.
A sua relevância comercial mantém-se sólida: nos últimos anos, vários exércitos europeus formalizaram encomendas desta variante, enquanto a base instalada do Leopard 2 continua a crescer, tanto com novas aquisições como com programas de modernização. Nesse contexto, KNDS e GDELS acordaram promover a actualização dos Leopard 2E do Exército Espanhol para o padrão 2A8, sinal de que a plataforma ainda tem margem significativa de evolução.
Leopard 2 A-RC 3.0, a transição para uma torre não tripulada
No segundo patamar surge o Leopard 2 A-RC 3.0, apresentado pela KNDS como um demonstrador tecnológico e o principal destaque da sua participação. O elemento diferenciador é a torre não tripulada e operada remotamente, solução que coloca a guarnição - de três a quatro tripulantes - numa célula protegida no interior do casco, aumentando a sobrevivência face às ameaças do campo de batalha contemporâneo.
A arma principal é alimentada por um carregador automático linear modular, permitindo escolher calibres entre 120 e 140 mm, em torno do canhão Ascalon desenvolvido pelo próprio consórcio. A torre integra ainda uma arma secundária de 30 mm e mísseis anticarro, acrescentando capacidades de defesa, incluindo perante drones. Tal como a KNDS tinha indicado quando revelou este modelo na Eurosatory 2024, a edição de 2026 foi o momento seleccionado para apresentar um desenvolvimento em fase mais avançada.
Leclerc XLR, a modernização do carro francês
O terceiro elemento da gama é o Leclerc XLR, a versão actualizada do tanque do Exército de Terra francês. Ao contrário dos dois anteriores, não se trata de uma proposta orientada para exportação, mas sim de um programa nacional, concebido para modernizar a frota Leclerc ao nível da protecção, das comunicações e da integração na rede de combate do programa SCORPION.
A dimensão do esforço é significativa: a Direcção-Geral do Armamento (DGA) determinou a modernização de um total de 200 unidades para o padrão XLR, com entregas faseadas rumo a 2030 e 2035. Os trabalhos decorrem na unidade da KNDS France em Roanne. Na prática, o XLR é a peça que assegurará a continuidade da componente blindada francesa durante a transição para capacidades de nova geração.
MGCS e próximos passos após a apresentação da KNDS
Com esta gama, a KNDS procurou reforçar a imagem de principal integrador de carros de combate no continente, cobrindo desde a oferta pronta a entregar hoje até à antecâmara do futuro tanque europeu. A empresa aproveitou ainda a feira para revelar um novo conceito de próxima geração, evidenciando as várias linhas de desenvolvimento que mantém activas no âmbito do programa MGCS. Por agora, não foram anunciados novos contratos associados especificamente aos modelos expostos; espera-se que, nos próximos meses, surjam indicações mais concretas sobre o avanço do A-RC 3.0 e sobre os passos seguintes do roteiro definido.
Comentários
Ainda não há comentários. Seja o primeiro!
Deixar um comentário