Durante uma saída de campo em Monte Caseros, o Esquadrão de Aviação de Exploração e Ataque 602 da Aviação do Exército realizou um exercício que permitiu recuperar capacidades críticas e certificar sistemas de armas. A actividade, com apoio do Batalhão de Helicópteros de Assalto 601 e de várias unidades do Exército Argentino, representou um passo relevante na modernização e no treino da aviação de ataque.
Depois de mais de três anos sem executar este tipo de prática, o esquadrão voltou ao tiro de escola com foguetes de 105 mm, munições produzidas localmente pela Fabricaciones Militares. O exercício serviu para validar o funcionamento das lançadoras de foguetes - que tinham estado fora de serviço - e para restabelecer o sistema de ataque aéreo. Esta capacidade é a espinha dorsal do Esquadrão, sendo determinante para manter o espírito operacional de pilotos e mecânicos.
No âmbito do mesmo treino, realizaram-se práticas com pods de metralhadoras instalados em helicópteros UH-1H. Os AB-206B1 prestaram apoio simulado com metralhadoras XM-27 Minigun, actualmente em processo de certificação em conjunto com o Centro de Investigação e Desenvolvimento (CTD) e a ICANSE. Um Major referiu ao Zona Militar que o Esquadrão 602 é o único elemento do Exército Argentino a operar este tipo de armamento, esperando-se que, em 2026, possa começar o tiro real com Minigun a partir dos AB-206.
O AB-206 foi também utilizado em missões de exploração, equipado com uma câmara FixView FV300. Este sistema permitiu transmitir imagens em tempo real para o posto de comando táctico através de Starlink, reforçando a capacidade de vigilância e a ligação de dados em operações conjuntas.
As actividades em Monte Caseros contaram igualmente com a participação do Colégio Militar, permitindo aos cadetes aplicarem conhecimentos adquiridos num ambiente real. Por sua vez, a Direcção de Arsenais e Intendência assegurou apoio na preparação, transporte e armazenamento de material a partir de Campo de Mayo, incluindo munições de 7,62 mm, combustível e rações. Além disso, realizaram-se inserções com Infantaria, apoio ao Regimento de Infantaria de Monte 4 e escoltas a viaturas de Cavalaria, integrando manobras conjuntas entre diferentes armas.
O papel do Esquadrão Reserva de Aviação do Exército em Monte Caseros (Esquadrão 602)
A presença do Esquadrão Reserva da Aviação do Exército acrescentou um componente de apoio indispensável durante as operações em Monte Caseros. A sua participação concentrou-se no controlo de viaturas na zona de operações de helicópteros, na instalação de um pelotão de combate a incêndios e na activação de uma estação meteorológica com capacidade para transmitir informação em tempo real às aeronaves. Estas funções asseguraram segurança e eficiência na condução das actividades aéreas.
Para além disso, o Esquadrão ficou responsável pelas comunicações terrestres e aéreas, pela orientação de aeronaves e pela segurança no ambiente aeronáutico, respondendo de imediato a qualquer necessidade operacional. A sua missão, como salientou o Subtenente de Reserva Juan Pablo Barchetta, é prestar apoio integral aos elementos da Aviação do Exército, abrangendo desde logística e segurança até à coordenação em operações conjuntas.
Na sua avaliação pessoal, o Subtenente de Reserva destacou que esta saída constituiu uma oportunidade particularmente relevante para o efectivo, que pôde testar, em condições reais, as capacidades treinadas ao longo do ano. “Treinamos com os meios que temos e com os apoios que recebemos, mas nestas oportunidades conseguimos avaliar de forma concreta as nossas forças e as áreas a melhorar”, afirmou, realçando o valor da experiência para consolidar a preparação do Esquadrão Reserva.
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