Saltar para o conteúdo

Atrasos na correspondência em Bragança: sindicato denuncia falta de trabalhadores nos CTT

Funcionário a organizar encomendas em envelopes em estantes numa sala de logística com porta aberta para a rua.

As queixas sobre a demora na distribuição de correspondência em Bragança estão a crescer e, segundo o Sindicato Independente dos Correios, Telecomunicações, Transportes e Expresso de Portugal, o problema prende-se com a falta de pessoal. O presidente do sindicato, Samuel Vieira, diz que há entregas com "semanas de atraso" e classifica o cenário como uma "situação catastrófica".

Falta de carteiros no centro de distribuição de Bragança

De acordo com o dirigente sindical, os atrasos são visíveis no próprio centro de distribuição. "Há atrasos evidentes. São milhares e milhares de cartas no centro de distribuição. Assumimos a denúncia à correspondência que não é entregue dentro dos padrões estabelecidos pelo Governo", afirmou.

Samuel Vieira detalhou que, em Bragança, deveriam estar ao serviço 20 carteiros, mas estão apenas 12. Referiu ainda um processo relacionado com contratos de trabalho a termo: "Há uma decisão do tribunal relativamente a contratos de trabalho a termo a reverter o despedimento de três trabalhadores, que diz que estes devem ser readmitidos, num processo liderado pela Autoridade para as Condições do Trabalho. A empresa, como tem feito noutros casos, irá recorrer da decisão".

O sindicalista frisou que a ausência destes três trabalhadores "traz muitos constrangimentos porque obriga a deslocar para Bragança outros carteiros de Chaves e de Moncorvo".

A estrutura sindical garante que os profissionais que se mantêm em funções "não conseguem dar vazão a tudo" e antecipa que a situação possa piorar com a chegada do verão, "quando mais gente vai de férias". Acrescentou também que "a deslocação de trabalhadores de Chaves e de Moncorvo não minimiza o problema, obrigando-os a percorrer grandes distâncias, de mais de uma hora, para virem trabalhar para Bragança".

CTT dizem estar a regularizar o serviço

Uma fonte oficial dos CTT indicou ao JN "que se têm verificado constrangimentos pontuais na distribuição no concelho de Bragança, sobretudo devido a ausências não programadas de colaboradores" e que "a situação se encontra já em fase de regularização, com o regresso gradual de elementos da equipa e o reforço operacional através de novas integrações".

Segundo a mesma fonte, a empresa está a acompanhar o assunto de perto e a aplicar as medidas necessárias para repor a normalidade do serviço, no mais curto prazo possível.

"Quanto à situação dos trabalhadores, confirmamos que existem processos judiciais em curso", acrescentou.

O mesmo centro para servir dois concelhos

O centro dos CTT em Bragança assegura a distribuição em todo o concelho e também no município vizinho de Vinhais, cuja entrega de correspondência e encomendas foi integrada no centro de entrega bragançano. Na prática, são os mesmos profissionais que fazem a distribuição em ambos os concelhos.

No total, estão abrangidas mais de duas centenas de aldeias: 114 no concelho de Bragança e 105 no de Vinhais.

As reclamações dizem respeito ao centro de distribuição de correio de Bragança, pelo que terão origem nesses dois concelhos de Trás-os-Montes.


Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário