Detenção por posse de arma ofensiva junto à residência do ex-príncipe André
Um homem foi detido na quarta-feira, perto da casa do ex-príncipe André, por suspeita de estar na posse de uma arma ofensiva, informou a polícia.
A polícia de Norfolk foi alertada pelas 19.30 horas para a presença de um indivíduo que se "comportava de forma intimidatória" nas imediações da residência de André Mountbatten-Windsor, no leste de Inglaterra.
"Os agentes deslocaram-se ao local e o homem foi detido por suspeita de perturbação da ordem pública e posse de arma ofensiva", refere um comunicado das autoridades.
O suspeito permanece detido para interrogatório numa esquadra de polícia localizada nas proximidades.
Ligações a Jeffrey Epstein e investigação
Em fevereiro, André Mountbatten-Windsor, irmão mais novo do rei Carlos III, esteve retido durante horas pela polícia britânica por suspeitas de conduta indevida no exercício de funções públicas - um procedimento invulgar num país onde, no passado, as autoridades procuravam resguardar a família real de episódios embaraçosos.
O caso prende-se com a alegada partilha de informação oficial com Jeffrey Epstein, o financeiro condenado por assédio sexual, com quem o filho da falecida rainha Isabel II manteve uma amizade durante vários anos.
A correspondência entre ambos foi tornada pública pelo Departamento de Justiça dos EUA, em conjunto com milhões de páginas de documentos ligados à investigação norte-americana sobre Epstein.
Afastamento da vida pública e alegações de Virginia Giuffre
Com 66 anos, Mountbatten-Windsor mudou-se para uma propriedade privada do rei em Norfolk, depois de ter sido pressionado, no início deste ano, a abandonar a sua residência de longa data nas imediações do castelo de Windsor.
O ex-príncipe perdeu também todos os títulos honoríficos e encontra-se afastado da vida pública desde 2019.
No ano passado, numa biografia póstuma publicada depois de se ter suicidado, Virginia Giuffre afirmou ter mantido relações sexuais com André quando tinha 17 anos.
No livro, a norte-americana descreveu três alegados encontros sexuais com André que, segundo disse, foram organizados por Epstein.
Apesar de existir uma fotografia em que surge abraçado a Giuffre, André sempre negou as acusações, mas pagou milhões num acordo extrajudicial em 2022 para pôr termo a uma ação civil instaurada contra si em Nova Iorque.
O valor não foi divulgado e o entendimento não incluiu qualquer admissão de culpa, embora André tenha manifestado arrependimento pela sua associação a Epstein e reconhecido Giuffre como vítima de tráfico sexual.
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